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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Confissões com eco

Qualquer que seja a mira
Eu sinto que vai pegar no pé
Eu me intitulo bom
Mas quem não mente, quem não é?

Eu atrevo,
Mas na maioria das vezes morro de medo
Eu sinto, diariamente, um aperto no peito
Omito, e ecoam os defeitos

Minha caixa toráxica não corporta tanto
Minha cabeça me causa espanto
Meu coração parece querer explodir
Minha mente, mente pra mim

Eu ando na linha, somente aqui
Caminho pelo desconhecido, pareço não ter juízo
Me sustento em otimismo
Mas honestamente não tenho abrigo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Autofobia potencialmente agravada por sua companhia

Eu vou te falar do meu medo...
Na verdade eu não temo seus defeitos
Não me causa espanto o seu jeito
Não me incomodas ao travesseiro

Mas, falando do medo
Na verdade, eu não temo nenhum outro sujeito
Nem temo eventuais segredos
Todos temos, todos suspeitos

E honestamente, eu até poderia tirar disso mais proveito
Mas quanto mais eu cavasse, maior poderia ser o (d)efeito
Assim, preferi que fosse desfeito,
Ou que nem mesmo fosse feito

Tentando ser o mais diplomata possível escrevi esse texto
E claro que nele há exageros
Isso aliado àquilo e mais aquilo (...)
Poderia sim trazer um desagradável desfecho

Hoje digo isso, mas amanhã posso escrever mais algum trecho
Ou quem sabe até sair da linha, prevejo
E diante disso, lhe digo que o que eu temo, e temo feio,
Sou eu, eu mesmo

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Após o pecado

Após o pecado, vem o fardo
Vem o temor e o pudor
Vem embalado no pensamento
De miserabilidade, indignidade e desamor

Porque agora temer, e lembrar que crê?
Porque agora, após consumado, chamar de pecado?
E numa lucidez diabólica, a mente quase rende
A gente sente, mas se engana descrente, esquecendo que o mal mente

Mas se sinto, é porque realmente acredito
Acredito que a força da força do bem ultrapassa
Ultrapassa qualquer martírio, qualquer delírio, qualquer coisa que haja
Onde abundou o pecado, superabundou a graça

A Tua graça não só me basta
Ela é mais que suficiente pra mim
E sinto sim, o perdão vindo até mim
O bem vence o mal, simples assim

E mesmo após acabar de pecar,
E achar que o mal mim triunfará,
Basta eu me lembrar disso, em que tenho crido
Recorro ao perdão, Jesus Cristo

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Suspeitas dos suspeitos

Houveram tiros no edifício,
Além de um homicídio e um consequente assassino
Sem saber sobre o autor dos disparos, fecharam as portas do prédio
E lá dentro ficaram todos, o bandido e os, pra aquele crime, honestos

Para se safar, o malfeitor escondeu a arma
Mas o esconderijo não foi num lugar difícil
Por conta de toda aquela gente que ali estava,
E do tempo que não cooperava

E com o passar do tempo, uma pessoa achou...
Porém não se manifestou
Podem achar que sou o homicida - pensou
E mais alguns outros assim também fizeram, enquanto o tempo passou

Além disso, tinha também outro medo
Afinal, manifestar o achado provocaria o bandido
Mas qual medo superava o outro:
O de ser tido como suspeito ou testar a ira do misterioso indivíduo?

Por fim, por falta de provas,
Todos foram liberados, absolvidos
Nenhuma digital... Usavam luvas, estava frio
E posteriormente, ao passarem uns pelos outros, fingiam que nunca se viram

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Vai que você lê

Eu tenho medo de te dizer...

Que eu me lembro de todas as roupas que você usou nas vezes que eu te vi;
Que eu sei seu gosto pra macarrão, inclusive quanto ao molho;
Que você nunca toma banho na água fria, e que ficas sem banho quando acaba a energia;

Que você ri se ver ou ouvir sobre pôneis;
Que você chora em horas provavelmente impróprias, assim como ri;
Que ficas com pena quando vê alguém cair, mas solta o riso mesmo assim;

Que você já quebrou dois ossos;
Que você até precisa, mas não gosta de usar seus óculos;
Que você usa sua pequena miopia como desculpa pra ignorar alguém do outro lado da avenida;

Que você não gosta mais tanto de rosa, mas ainda diz que é a sua cor preferida;
Que você nem gosta do time que torce, mas permanece por teimosia;
Que você já fez promessa pra ter coisas que hoje você abomina;

Que você já matou uma ave quando criança e chorou por dois dias;
Que a sua brincadeira predileta era fazer mímicas;
Que sua mãe te deu um apelido que você detesta, e que se eu dissesse você me mataria...

Quem saberia tanto sobre você e ainda te quereria?
Eu, que não me identifiquei ainda,
E te faz coçar de curiosidade, que eu sei, te irrita

Imaginando que você possivelmente tivesse uma ideia negativa,
Por eu ser assim, tão atento e detalhista,
Eu tive medo de lhe dizer
E sem dizer quem é você,
Eu resolvi escrever...

Primeira pessoa do fracasso

Eu pensava que não podia
E isso piorava a cada dia
Até um dia eu não poder

Eu tinha perna, eu tinha língua...
Eu tinha vida, eu tinha
Eu podia,
É... Podia

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pretensão

Faz tanto tempo que não te vejo
Que sinto até medo
A cada dia que passa eu sinto mais sua falta
E essa falta está tão grande que só te ver não basta

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Estrago

Qual o medo? Saberia defini-lo?
Quais os segredos? Saberia enumerá-los?
Qual o roteiro? Qual o possível estrago?
Em um ou nos dois lados?

Qualquer dos tratos será insensato
Qualquer plano será pior do que o acaso
Mas é instintivo, que venha o estrago...
Eu já tenho sido mal pago pelo pecado

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Abismo

Se você se abisma com seus próprios pensamentos,
Não se esqueça que há mais de sete bilhões de insanidades
Se você se abisma com tanto desperdício,
Não se esqueça de olhar seu lixo

Se você se abisma com seus desejos,
Não se esqueça de persegui-los em segredo
Se você se abisma com os maus tratos aos animais,
Não se esqueça de amar também seus pais

Se você se abisma com o câncer,
Não se esqueça da fome
Se você se abisma com a pedofilia,
Pense bem antes de ter um filho, uma filha

Se você se abisma com a imensidão do mar,
Não se esqueça de colocar reticências após galáxia...
Se você se abisma com a capacidade humana,
Não se esqueça que ela possivelmente te engana

Se você se abisma com poesias,
Não se esqueça que esta é minha

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ti, tu, lho

Medo, na terceira pessoa
Eu não vou admití-lo, se sim, não será sozinho
Preso, eu faço dos meus textos habeas corpus
E me liberto e me curo, mesmo inerte e continuando ferido

Beleza, na segunda pessoa
Feminina, claro
Nenhum texto terá o aspecto do zelo
Com a desatenção do gênero

Solidão, na primeira pessoa
Segredos não são à toa
Há beleza no medo, somente nos textos...
Onde posso direcioná-los, conjugando-os para onde (ou quem) eu quiser

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Instinct or feelings

She's falling in love for real or say this with the excuse to escape the fear?
My instinct wants jump on her, but don't say the same thing what i feel
It's never a easy choice, because these waters are part of the same sea
And it's not wise let her choose for me

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sóbrio em pó

Ele tinha tanto medo da sobriedade
Que se alcoolizava mesmo sem vontade
Ele maldizia todo o tempo sobre o tempo que viria
Era pessoal, sobre o seu futuro ele temia

Decidiu acabar com todo aquele medo
Que pra ninguém não era segredo
Como o futuro é incerto, ele decidiu não tê-lo,
E partiu mais cedo

domingo, 31 de julho de 2011

Afirmo

Se eu disser que sinto saudades, não será por conta das minhas vontades
Se eu maldisser a distância, não será por conta da minha ânsia
Se eu disse que tenho medo, não será por conta do meus segredos
Se te quero sempre por perto, é porque te amo, mesmo!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Positivo

Sou muito crítico e sou muito medroso....
Um defeito inibe o outro.

(-) + (-) = +

Enquanto houver luz

Há sombra enquanto o vento sopra
Somente no escuro que a sombra vai embora
Mas temo mais o escuro que ela
E a sombra assombra mais na noite que noutra hora

A sombra sobra enquanto a luz está distante
Quando eu era criança eu quis ser gigante
Naquela época eu queria ser maior que a sombra,
Sem saber que ela me perseguiria, noite e dia, pequena ou abundante

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Seu jeito

Com medo dos próprios segredos,
Relativizando amor e desejo
Agindo por impulso e sem jeito
Ele se afastava de todos, pagando um alto preço

domingo, 3 de abril de 2011

Blefe precioso

Pra quem vive em mistérios,
Segredos são tesouros maléficos
E qualquer amedrontamento com supostas descobertas
Fará titubear, mesmo que a tampa do baú não seja aberta

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Potencial emergência

Me tome e reponha o que eu não tenho mais
Me tire daqui e me traga a paz
Eu sou muito confuso e solto tudo
Eu digo e repito, sem orgulho

Me entristece a potencial falta de reciprocidade
Embora sejamos amigos, eu nunca quis sua amizade
Embora isso seja bonito, é maior do que amizade o que eu sinto
E eu não finjo, sem orgulho eu repito, insisto

Eu lutei e relutei contra a minha fraqueza
E você, melhor do que ninguém a conhece com certeza
Ainda assim não quis me ajudar, com a desculpa de se preservar
Já pensou se o que sentes por mim perdurar, quando o que sinto por você acabar?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Hoje, amanhã e depois

Eu, verdadeiramente, espero muita coisa da vida
E sendo assim, tenho grande potencial pra frustração
Eu, que já sou frustrado agora,
Não quero mais enganação

Eu miro em sonhos possíveis
E mesmo assim percebo em mim a utopia
Apesar de frustrado a vontade ainda persiste
A utopia faz em mim melhorias

Eu sou, o que posso dizer, um utópico realista
Meço meus desejos e cálculos as possíveis quedas
Espero que nessas quedas a utopia ainda persista
Pois apesar de eu crer no bem, sei que virão as piorias

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Veja também:
O porém da utopia