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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Adulto

Hoje, crescido,
Tenho saudades dos tempos de menino
As palmadas dos pais
Não são nada comparadas aos socos da vida

Bom quando minha preocupação era apenas o dever de casa
Eu nem conhecia trapaças
Descumprir deveres hoje,
Causa lágrimas

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Presente

Eu sinto falta de algo,
E embora eu esteja de estômago vazio,
Não é de comida,
É abstrato

Enquanto a cidade cada vez mais tem gritado
Não tem sido esse o meu estado
Eu não pretendi mudar
Até pra tentar orar eu fico calado

Eu não tenho uma ideia fixa, tenho pensado
Eu sinto falta de amigos e de antepassados
Eu sinto falta de gente, mas o problema é minha mente
Que teima em me manter afastado

Me afasto mesmo em meio a um monte de gente
Estou mesmo é descrente
Os amigos do passado não são os mesmos do presente
Não é saudosismo. É a mesma gente, só que diferente

O que deu em mim pra ser tão impaciente?
É como se eu soubesse que a morte tá bem ali na frente
Apresso desnecessariamente, às vezes até inconsequente
Julgo quase tudo como patético frequentemente

Eu sinto falta de algo...
Talvez seja da época em que eu trocava de dentes

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Minha adolescência numa música: Rite Of Spring - Angels And Airwaves

clique na imagem para ampliar

A letra da música Rite of Spring (da banda Angels And Airwaves) tem muita coisa em comum com minha adolescência. Ao ouvir pela primeira vez, há uns quatro anos, já fui captando cada trecho e assimilando as coincidências.

1. a casa marrom no 'subúrbio' (interior);
2. o skate, a guitarra de m*rda (violão) e o sonhos;
3. as notas escolares e a expulsão da escola aos 16;
4. os esportes que eu nunca praticava (eu não gostava de futebol e handebol, que eram habituais no colégio);
5. o choro da mãe;
6. a banda;
7. os amigos que restaram, e claro...
8. O refrão. Aperte o play.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Enquanto houver luz

Há sombra enquanto o vento sopra
Somente no escuro que a sombra vai embora
Mas temo mais o escuro que ela
E a sombra assombra mais na noite que noutra hora

A sombra sobra enquanto a luz está distante
Quando eu era criança eu quis ser gigante
Naquela época eu queria ser maior que a sombra,
Sem saber que ela me perseguiria, noite e dia, pequena ou abundante

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Porta





Ela me chamou de Peter Pan
Eu gostei
Mesmo sabendo que ao que ela se referia
A minha infância tardia

Tentando prolongar as férias
Lembramo-nos da porta
Aquela que outrora
Os amigos escreviam o nome antes de irem embora

Poderia eu, ainda tê-la
Mas algumas coisas do passado não cabem no presente
Hoje em cidades diferentes
Nós sentimos as mudanças na porta

Batem e insistem
Querem entrar
Não sei até quando a porta agüenta
Retardar o futuro a gente tenta

Inevitável
O futuro vai nos alcançar
Já o fez, passou
De novo, e de novo...

Espero revê-la amiga
Rirmos e brincarmos
Sem pressa de crescer
Eu não vou atender a porta, ao menos que seja você


Inspirado na Sininho

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Felicidades Carlos