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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Resolvi

Eu andei pensando no passado
Onde eu andei falando,
Onde eu andei tentando
E eu andei tanto, que fiquei cansado

Resolvi parar, pensar e ganhei um presente
Ganhei o presente
E descansado, ajeitei um rumo
E previ um bom futuro

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Área Um

Há sangue seco em nossos sapatos
Viemos dos macacos
Divindades servem apenas para os feriados
A nenhum outro fim estamos fadados

Colecionamos fiascos
Esbanjamos estragos
Já haviam nos avisado do mormaço
Mas logo vai estar tudo acabado

Várias guerras já se passaram
E alguns nos chamaram de otários
Mas não sabiam o quanto lucraávamos
Foram, sumiram os homens fardados

Encomendei mais um filho
Vendi o bastardo
Foi um bom trato, nem caro nem barato
Ele era bizarro

Mas vem só mais um
O mundo está muito ocupado
Não estrague esse resto
Não é tão bom viver no espaço

sábado, 25 de agosto de 2012

Ranzinza

Senti vergonha hoje por relembrar de épocas passadas carregadas de ingenuidade
Potencialmente sentirei vergonha do presente no futuro...
Porém, meus anos mais felizes estão nesse passado de idiotices
Será que tenho sido estragado por adquirir percepção ou é coisa do tempo e relutar é em vão?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Tonta

Era como ela sentisse a rotação (...)
Tal como nômade, sem lar, sem adaptação
Vida de cão, que a gente sabe, maltrata o coração
"Dias e milhas vem e vão", em vão

(...) Quem sabe até a translação
Pra tentar se estabelecer e esquecer ela dormia,
Mas quem disse que seus sonhos ela controlaria?
Muitas vezes até lá ela sofria

Como cria que pior não ficaria,
Tinha como presente só o futuro
Não deixou nem os separados, pai e mãe, com orgulho
Mas sabia, melhor que ninguém, que girava o mundo

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Veja também: Lares

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Claro

Apesar de minhas mãos não estarem mais trêmulas
Eu não conseguia mirar
Eu tinha vários alvos,
Mas minha dificuldade era priorizar

A munição não iria durar muito tempo,
E logo ia anoitecer
Não era uma questão emocional,
Ia mais além, beirando algo existencial

Questionando o tempo, a longo prazo ou fracionado,
Cada novo segundo surgia mais pesado
Fazendo crescer aquele fardo, apesar de abstrato
Baseando-me em fatos, sonhos e possíveis fracassos

E olhando pro passado, parecia que seria perpétua aquela aflição
Mas nisso morava uma contradição
A aparência parecia se encerrar quando vinha a lembrança
De que antes de anoitecer eu deveria acabar com aquilo, querendo ou não

Essa era a teoria, mas bobeira minha...
Em achar que eu não podia errar
Afinal,  eu não tinha só um tiro
E mesmo errando, eu ainda estaria vivo, e o melhor, munido

E por fim veio o crepúsculo e sua claridade limite
Trazendo resquícios da aflição, mas sendo balanceada com  uma súbita calmaria
E ao fim do dia, eu havia acertado algo que imperceptivelmente estava há muito tempo na minha mira...
Ousaria dizer que aquilo era uma obra divina

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bom dia

Lembrando de velhos amanhãs
Parecendo ser as mesmas manhãs
Crente que amanhã não será diferente
Ontem eu também estava descrente

Tendo novas tardes
Querendo novidades
Usando o mesmo disfarce
Ciente do impasse, impaciente com a notoriedade

Noites no plural, insônia no singular
Conhecendo o potencial, insanidade particular
Rolo pra lá e pra cá, mas não dá...
Mais um dia sem acordar

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu LTDA

Na inércia em relação ao objetivos queridos
Eu me afundo fazendo de graça o que eu queria que fosse o meu serviço
Eu sei o que quero, e sei o que não quero
Eu não sou mais indeciso, sou desonesto

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quarta à noite

O pessimismo é o filho mais velho do futuro
Esse, que nem foi concebido é já gera frutos
Sem certezas até pelo presente,
Não sabemos se no natal seremos sorridentes

E ainda estamos falando sobre a gente,
Imagine agora as crianças carentes,
Imagine também os pobres doentes,
E se possível for, imagine-os contentes...

A fome ainda continua no zero,
E se os políticos fossem sinceros,
O placar a favor deles estaria farto
Qualquer repetição é permitida, eu não exagero

A oposição só parece querer cargo
Querem mais poder além de seus salários superfaturados
Inundam a Casa de leis, que quantas nem sei
E driblam o importante com uma discussão entre um hétero e um gay

Parlamentares e suas imunidades
Aonde está a igualdade?
Qualquer um pode ser eleito?
Isso é mentira, verdade com defeito

Gente, gente... É muita gente
É muito voto, é um poder do povo muito remoto
E sim, é repetitivo, reafirmo, desde o início tenho o pessimismo
Pois aqui meu amigo, fica tudo bem quando a TV eu ligo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sóbrio em pó

Ele tinha tanto medo da sobriedade
Que se alcoolizava mesmo sem vontade
Ele maldizia todo o tempo sobre o tempo que viria
Era pessoal, sobre o seu futuro ele temia

Decidiu acabar com todo aquele medo
Que pra ninguém não era segredo
Como o futuro é incerto, ele decidiu não tê-lo,
E partiu mais cedo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Agora

Dúvida entre planos a longo ou a curto prazo
Ambos em prol da felicidade
Sendo que sobre o amanhã ninguém sabe
Ele continuou com dúvida e foi movido pela ansiedade

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Riscos

Como o início dos riscos no papel, perdido
Pra mim mesmo eu minto, pois são vários e vários riscos
Por conta de simplesmente não querer virar a página, difícil
Há várias outras em branco e isso não é segredo, é desperdício

sábado, 9 de abril de 2011

Idei(ás)

Escrito inspirado em os conflitos pessoas e temerários sobre o futuro. Com muitos planos em mente e idéias que podem gerar coisas boas, mas são desestimuladas, pela situação em que vivo, pelas pessoas com quem convivo até por mim mesmo, com acomodamento.

IDEI(ÁS)

Cartas erradas para o remetente certo
Agora não é o momento e revezo em iludir e acusar
Por enquanto eu apenas blefo e espero
Sem nenhuma carta descartar

Na manga idéias sobre burlar
Porém ainda espero, pois não vou usar em vão
Com possibilidade reais de ganhar em mãos
Remito a mim, cheio de razão

Cauteloso em usar a carta certa
E tudo está tão próximo que me cega
Essa proximidade também me distancia dela
E me jogo contra mim, jogando contra mim, perdendo com a espera

Quem me dera...
Eu penso, sabendo que o sou eu quem impera
Enquanto jogo, sou derrotado
E se saio antes de acabado, fico sem saber o resultado

Acreditando na bondade, mas antes no capital
Aposto, esperando pelo final
Final que eu mesmo irei construir,
Uma vez que só depende de mim, assim: fim!

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Felicidades
Zé, Lorena e Thiago

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Repassado no futuro

Eu tenho planos e sonhos
Esses últimos são constantes
Noite e dia...
Utopias.

Senão ou se sim
Idealizo, desperdiço
Sou assim, sou afim...
Enfim.

É intrínseco de mim
Parece que eu quero temer,
A minha teimosia, minha...
Querida.

Eu teimo em desperdiçar
O fracasso quer me olhar
E me lembrar de como era...
Sonhar.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Itinerário etário

Eu sou uma contradição mental etária temporal
Criança e adulto em questão de segundos
Saber temperar esses dois lados não seria nada mal
Mas involuntariamente eu fico confuso

Eu tento, e repito a tentativa
Estou lento e aumento a velocidade instantaneamente
Eu sou cauteloso e falo palavras que geram feridas de súbito
Hora eu me acho maduro, noutra acho isso um absurdo

Confundiria até terceiros citar meus interesses
Agora esse, daqui a pouco aquele
Mas será que só eu sou assim? Pergunto
Pois percebo a humanidade sempre insatisfeita e fico inconcluso

Mas me atenho a questão de maturidade
Todos confundem minha idade
Tem o lado bom e o ruim, iludo
E assim, enfim, desconheço os caminhos, pra tomar um rumo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Eu primeiro

Já se imaginou bem sucedido?
Já quis ter dinheiro pra deixar de ser aquilo, apenas querido?
Já sonhou com viagens e desconhecer o termo desconhecido?
Qualquer um que ler esses trechos atentaria dizendo: Estás falando comigo?

Ontem imaginei todas essas coisas, em uma conversa entre amigos
Falávamos de prêmios exorbitantes e do que possivelmente faríamos com aquilo
Nisso conhecíamos os sonhos uns dos outros, e muitos sonhos dos outros eram bem-vindos
Finalizamos percebendo algo em comum: ajudaríamos os menos favorecidos

Creio que Deus, ao observar nossa conversa, percebeu isso
E claro que por fim comentamos tal veredicto, afim de que fossemos atendidos
O problema é que queremos primeiro a ajuda pra depois cumprirmos tal compromisso,
Sendo que ajudar o próximo é um mandamento bíblico

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Presente para o futuro

Agora eu sento, eu penso
Tenho coisas a fazer
Agora eu tento, sedento
Tenho muito a aprender

Agora eu vejo, percebo
A razão do futuro me causar medo
Agora eu entendo, mesmo lento
O que nunca foi segredo

Agora é claro, trabalho
É dinheiro não apenas pra viver
Agora eu paro, refaço
Calculo os horários para o ócio perecer

Agora eu me levanto, espanto
Todo e qualquer imediato querer
Agora eu cumpro as tarefas, na espera
De um melhor amanhecer

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Felicidades
Neto

quarta-feira, 10 de março de 2010

1° pessoa do contraste

Eu me conserto momentaneamente
Com psicologia barata
Eu faço de espelho um filme bonito
E vejo a vida menos ingrata

Eu me sinto o rei do mundo
E ao mesmo tempo estrangeiro
Eu vejo em mim várias aptidões
E no momento seguinte as menosprezo por inteiro

Eu me emociono facilmente com uma música
Ontem eu sorria no refrão e hoje estou chorando em outra estrofe
Na semana passada eu amava televisão
E hoje eu estou me sentindo muito jovem

Eu sonho com o passado
E tenho pesadelos com o futuro
Eu peso o passado
Pra daqui em diante eu não pecar com absurdos

Há alguns dias eu não falava quase nada
Ultimamente eu tenho opinado muito
Hoje eu tive uma opinião mudada
Há muita coisa hoje que eu gosto e que antes eu não gostava

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cedo cedo

Conflitante entre querer e ceder
Eu devo ir em busca do bem maior
Sendo assim, não cabe a mim
Julgar entre uma vontade ou continuar a teimar

Eu cedo ao meu querer
Encaixo as coisas e findo o conflito
E antes o que era desperdício
Eu vou aproveitar

Partirei em busca do futuro
Esse temerário, que sempre o vejo escuro
Aquecerei a partir de agora
E clarearei a vida que Deus me desejar

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Otimista medroso

A cada dia que passa, eu consigo ver melhor o futuro
E no momento eu o vejo precário, covarde e amedrontado
E assim tento tardá-lo
Me iludindo que o presente é o melhor agrado

Se eu fosse pessimista, assim seria,
Pois no futuro, eu precário estaria
E me lembraria do passado, hoje presente,
Com saudade, necessidades, e choraria

sábado, 14 de novembro de 2009

Eu quero ser privilegiado

Atualmente os jovens tem três escolhas:
1°sobreviver
2°orgulhar os pais
3°ser feliz

Quem consegue mais de uma dessas coisas é privilegiado.
Eu prefiro ser feliz, mas antes tenho que sobreviver. Sobre os pais... É difícil agradá-los.
Sobreviver já é difícil, imagine querer fazer isso com sorrisos.
Esse é o plano, mas o curso é o errado.
Meu pai não sabe, que nem eu não sei... Não posso dizer, pois muita coisa eu não tentei. No momento vou sorrindo, mas pra mim não é o que importa agora.