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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Não só capitais

Houveram protestos em várias cidades do país
Protestavam não só pelas capitais, não só por capitais
Uma faixa dizia: vá e não PEC (37) mais
Pediam justiça, e uma "minoria", como a tv noticia, não queria paz

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Que pena

Reduziram a maioridade penal
Dezoito pra dezesseis
E os adolescentes delinquentes foram pro xadrez
Agora é recrutar os ainda menores entre vocês

Quem tem treze pode vir
Quinze já tá quase no limite
Acima de dez a gente já permite
Vai ser um bom negócio pro crime

Reduziram mais ainda
Quatorze, quem diria...
Agora o máximo é doze pra entrar na minha
Aceito a partir de oito, menino ou menina

Eles queriam os adolescentes,
Ficamos com as crianças
Quem imaginaria, que um garotinho com um pirulito
Também também já sabe acionar o gatilho?

Estão querendo reduzir mais ainda
Chegar ao zero, desde que minta
Se preocupam em penalizar,
E eu me lembro bem que, lá no início, haviam alguns que priorizavam educar

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Reeleição

Pesquisas sobre a opinião pública (leia-se 'estúpida') apontaram o candidato já eleito com mais de 50% das intenções de voto. Isso comprova que todo mundo reclama, mas mais da metade ainda aposta. Vai ver a resposta está em depositarem seus votos como bosta. E eu me pergunto: será que alguém realmente se importa? Se sim, atire a primeira pedra (literalmente). Eu disse pedra, não merda. E vê se não erra.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Escute

Silêncio
Escute esse ronco
É um dentre vários,
São estômagos

Silêncio
Escute essa sirene
É só uma de várias do dia
Ambulância e polícia

Silêncio
Tente escutar algum lápis ou caneta sendo usada,
Alguma página sendo folheada...
Nada

Silêncio
Escute essa opinião
É só uma das milhares
Inertes ou ineficazes

Silêncio
Escute essas moedas
São muitas, inúmeras
Desviadas das contas públicas

Silêncio
Poupe-me da sua propaganda hipócrita, fora de moda
Não peça o meu voto
Idiota

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Loteria

De hora em hora o SBT informa...
E a cada hora, em relação a hora passada, aumenta o número de pessoas mortas
Em nossos dias, viver sem medo é quase uma loteria
Não bastam os desastres e as doenças, há ainda balas perdidas

A média de assassinatos no Brasil é superior à de guerras
E não falo só de favelas...
A média diária já deve passar dos cento e cinquenta
A Tele Sena, em números, se equipara ao Datena

Vivo ou Morto não é mais brincadeira
Tem governo que até lucra com essa trincheira
O Nascimento mostrou que não é besteira
Que se alastra do Rio por todo o Brasil

E te falo mais cidadão, já já você também perde a razão...
Pra votar você já perdeu, com razão
É que além da matança à balas, há ainda a corrupção
Que mata mais um monte com hospitais terroristas, miséria e desnutrição

E o pobre, maioria, continua na fila
Do SUS, INSS, loteria...
E os parlamentares continuam sentados, pois eles não precisam de apostar
Tem Cachoeira de dinheiro pra os bancar

Se eu falar de escola,
Lá vem eles com esmolas e ludibriar com cotas
Tem até professor sofrendo ameaça,
Como se não bastasse o salário que já é uma bosta

Eu vivo até bem, admito
Nunca levei um tiro
Mas já perdi amigo...
Por bala, pro crime, por desperdício de político

Aí você vai me dizer que é índole, que tem bandido por todo lado
Mas quero ver se ele fosse bem alfabetizado,
Se seu pai não tivesse sido a vida inteira roubado,
Se seu irmão não tivesse morrido num hospital precário,
E se fosse digno o seu salário...

Talvez não fosse o caso desses números de guerra estarem todos os dias nos jornais estampados
Talvez não fosse o caso de pessoas dominarem outras por conta do tráfico
Talvez fosse o caso de levantar cedo, ir trabalhar e ter a certeza de voltar vivo, embora cansado
Sem talvez, tudo seria melhor não fosse tamanho o descaso

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Replica, treplica, suplica

As páginas dos livros estão coladas
As poesias foram trocadas por piadas
As carteiras das bibliotecas estão empoeiradas e a das escolas quebradas
As leis estão ultrapassadas
As calçadas estão ensanguentadas
As camas dos hospitais estão escassas

Mas não há resposta, porque agora o que importa é que...

As embalagens precisam ser renovadas
As publicidades estão ultrapassadas
As armas precisam ser municiadas
As camas precisam de almofadas
As carteiras dos parlamentares precisam ser mantidas lotadas
As eleições estão chegando e precisam do voto da gentalha

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Previdência

Propuseram-lhes moradia
Pregaram um bom plano maquiando a covardia
Plainaram o terreno e começou a construção
Um década de pagamento, pensando não ser em vão

Lhes faltaram o moralismo
Governaram sem novidade, com egoísmo
Impuseram o imposto, bem dispostos
Trabalhem e paguem, mesmo que mortos

Pra cobrar havia hora, pra atuar havia mora
Os que penavam eram o trabalhador e sua senhora
Os filhos paridos já haviam partido
Pensavam que os velhos estavam bem acolhidos

Lhes negaram direitos previdenciários
Veio o limite da velhice
E moradia, moralismo ou demora não importava agora
Morra, pois seu terreno garantido é uma cova

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Partido

Embora inofensivo, tenho dito
É um Brasil dividido
São poucos pedaços para poucos indivíduos
Repartido político

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Belo Monte: Anúncio de Uma Guerra

De novo, de novo gente... Ninguém aguenta mais. De novo a síndrome do se dar bem, da corrupção, do dinheiro de qualquer maneira. Não é assim gente. A gente tem que aprender. Um belo dia a gente tem que aprender. Eu acho que esse belo dia é Belo Monte.
André Costa Nunes
Escritor altamirense


Belo Monte, Anúncio de uma Guerra (CATARSE) from André Vilela D'Elia on Vimeo.

CATARSE

O vídeo acima, é uma campanha para arrecadar fundos para que seja divulgado o vídeo mostrando todas as verdades sobre a usina de Belo Monte. O vídeo abaixo é uma outra campanha, que busca assinaturas (apenas isso), para serem enviadas à presidente Dilma, com o intuito de que ela faça parar as obras em Belo Monte. Assista e assine.

Gota D'Água

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Adultos meninos

Tiveram que provar que o Sol não dorme,
Só o viam saindo, mas não dormindo
Tiveram que provar que a Terra era redonda,
Um desses apenas disse e não continuou vivo

Teimam que há um só Deus e uma só bíblia
E mantêm as igrejas desunidas
Teimam em dizer pra votar neles, pois cuidarão de mim
Mas eles só pensam em si

Teimam em fazerem campanha pela paz,
Mas não querem se desarmar
Teimam em fazerem campanha pelo ar,
Mas continuam a desmatar

Preocupam-se com suposta vida em outros planetas
Desdenhando vítimas da Terra, de sua terra
Prometem igualdade no capitalismo
Mesmo sabendo que isso jamais será cumprido

Não é vã a pregação de quando adultos iremos querer a volta da infância
Não só pelas preocupações, mas também pelo entendimento do que estamos fazendo
Às vezes iremos agir como crianças teimosas, estando crescidos
E não há inocência nisso... Isso é feio menino!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quarta à noite

O pessimismo é o filho mais velho do futuro
Esse, que nem foi concebido é já gera frutos
Sem certezas até pelo presente,
Não sabemos se no natal seremos sorridentes

E ainda estamos falando sobre a gente,
Imagine agora as crianças carentes,
Imagine também os pobres doentes,
E se possível for, imagine-os contentes...

A fome ainda continua no zero,
E se os políticos fossem sinceros,
O placar a favor deles estaria farto
Qualquer repetição é permitida, eu não exagero

A oposição só parece querer cargo
Querem mais poder além de seus salários superfaturados
Inundam a Casa de leis, que quantas nem sei
E driblam o importante com uma discussão entre um hétero e um gay

Parlamentares e suas imunidades
Aonde está a igualdade?
Qualquer um pode ser eleito?
Isso é mentira, verdade com defeito

Gente, gente... É muita gente
É muito voto, é um poder do povo muito remoto
E sim, é repetitivo, reafirmo, desde o início tenho o pessimismo
Pois aqui meu amigo, fica tudo bem quando a TV eu ligo

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Antipleonasmo político

Sim, este é mais um com teor pejorativo, admito
Mas é que soa como um pleonasmo político lermos
Organização não-governamental sem fins lucrativos
Melhor seria se assim fosse escrito...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Notícia rotina #4

Ao ser questionada por qual motivo chorava, a garota se assustou. Era algo complexo o que ela estava sentindo, como a seguir será descrito.
À espera do seu ônibus, em um terminal cheio, onde transitam ônibus lotados, ela via descer com frequência pais e mães com filhos com deficiência, e começou a pensar na vida daqueles e nos cuidados necessários para uma vida com menos sofrimentos. Primeiramente o devido transporte já estava sendo excluído do rol de necessidades para aqueles especialmente necessitados. Em seguida, a julgar o transporte que aquelas mães e pais usavam para se locomoverem com seus filhos, supôs que aquelas eram famílias pobres. E pensou na pobreza, que já castiga muito, se aliando a deficiência daquelas crianças e ao descaso dos governos com hospitais, tentou imaginar o castigo que sofrem aqueles pais. Não por terem filhos com necessidades especiais, mas por essas falhas governamentais já citadas e por terem obviamente um mau salário e um plano de saúde público que é precário. E pesava mais o sentimento ao saber que o governo gasta tanto dinheiro com praças e coisas banais, pois é isso que causa impacto na propaganda da tv, onde também mostram o asfalto, mas não falam que ele é barato... Foi divulgado na revista dessa semana, quanta coisa benéfica daria pra se fazer com dinheiro público surripiado.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Enquanto isso

(...)
Enquanto isso há um projeto de lei inútil sendo tramitado
O sistema é maquiado
Parlamentar é imunizado
Leis não servem pra senadores e deputados

Enquanto isso, acredite, aqui ainda há trabalho escravo
Pais de família sendo mal pagos
E gastam mais com presidiários
É muito mínimo o salário

Enquanto isso, tem bandido fardado
Tem menino armado,
Tem bairro alagado
E drogas por todos os lados

Enquanto isso, votam no engraçado
Sendo que os eleitores que são os palhaços
Tratam política com descaso
E só se importam quando são particularmente beneficiados

Enquanto isso, o seu carro é parcelado
É tanto imposto e ele ainda é roubado
À luz do dia tem assaltos
Nesse exato momento: Mãos ao alto!

Enquanto isso, enriquecem os bancários,
Empobrecem os coitados,
Os candidatos são financiados...
É repetitivo, mas é fato!

Enquanto isso, você está de braços cruzados
E o Brasil, a cada dia, cava mais seu próprio buraco