Mostrando postagens com marcador covardia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador covardia. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Novamente

Escura, apesar so sol
Me visita de modo surpreso
Vem no aumentativo, sempre com til
Eu nunca me acostumo, apesar de sempre ser o mesmo desagrado, vil

Sutilmente peço ajuda
Só alguém em situação similar me responderia
Mas só lembro de gente que sem o qual eu não lembraria...
Covardia

Essas verdades vem pra aguçar
Ela está, quando não há ninguém mais lá
Parece ironia, ser assim, no feminino...
Solidão, agindo

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Complexa companhia

Eram dois quereres
Sendo um simples
E já tendo este,
O querer complexo persiste

E em parte eu até te disse,
Mas me dissestes: espere
Sem que por completo ouvistes
E fugimos, por medo de perder o simples

Mas ao fugirmos ele se perdia
Ele, o querer que a gente já tinha
Era inevitável...
Querer mais que sua companhia

O querer complexo persistia
Enquanto você estava perto e até longe da vista
E não tendo o dito por completo,
Por medo disse que ligaria...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Primeira pessoa do fracasso

Eu pensava que não podia
E isso piorava a cada dia
Até um dia eu não poder

Eu tinha perna, eu tinha língua...
Eu tinha vida, eu tinha
Eu podia,
É... Podia

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Previdência

Propuseram-lhes moradia
Pregaram um bom plano maquiando a covardia
Plainaram o terreno e começou a construção
Um década de pagamento, pensando não ser em vão

Lhes faltaram o moralismo
Governaram sem novidade, com egoísmo
Impuseram o imposto, bem dispostos
Trabalhem e paguem, mesmo que mortos

Pra cobrar havia hora, pra atuar havia mora
Os que penavam eram o trabalhador e sua senhora
Os filhos paridos já haviam partido
Pensavam que os velhos estavam bem acolhidos

Lhes negaram direitos previdenciários
Veio o limite da velhice
E moradia, moralismo ou demora não importava agora
Morra, pois seu terreno garantido é uma cova

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Soecídio

Ele não suportava mais as modas,
Que sempre vinham pra dizer que a dele era imprópria

Ele não suportava mais a sociedade,
Que se associou com a maldade

Ele não suportava mais aquilo,
De dizerem que por ele gostar de algo era vício

Ele não suportava mais tanta formalidade e hipocrisia
E se odiava pois assim ele agia, obedecendo instintos em prol de prazeria

Ele não suportava mais o mundo,
Que não suportava mais tantas pessoas

Ele não queria mais viver,
Mas era covarde também para morrer

------------------------------

Soecídio | neologismo
Soe (produzir som) + cídio (sufixo com a noção de morte)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Culpo

É só eu me apaixonar pra eu mentir
Prometo coisas que sei que não vou cumprir
Vem o tempo e logo peco, reincido...
Eu sinto, e covardemente culpo o instinto

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Adjetivo para o corrupto

Intruso e corrupto
Entrou, tentou e conquistou
Sem convite causou o mal,
Mas foi o casal mandado embora no final

Começou com uma mulher,
E estendeu ao homem, ficando consumado
Na inocência ficou fácil a disseminação do pecado
Analisando, ouso dizer o quão covarde é o diabo

Inspirado em Snake Charmer do Blink-182.
Veja também: Contraprova

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sem jeito

Eu a conheço bem e sei que ela teve expectativa
Mesmo que mínima, pois era ainda início do mês e eu já tinha
Mas quem diria que, após o que ela fez, eu a parabenizaria?
E eu tive que fazê-lo de uma forma que só ela entenderia

Eu sei que toda a culpa é minha, mas eu nunca quis ferí-la
Sumir sem explicativa foi sua única covardia contra várias minhas
E assim, sem cor nesse específico dia,
Eu escrevo, meio sem jeito, torcendo por sua alegria

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Feliz, infeliz e satisfeito

Às vezes ele se achava covarde
Em suas tentativas de achar a felicidade
Mas observando bem,
Ele tinha muita coragem

Embora a felicidade parecesse escassa,
Ele tentava...
Vez ou outra encontrava
E as horas infelizes é que davam sentido às risadas

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Conviver sem te ver

Admito ausência, fraqueza e covardia
É que nos últimos dias, com a atipicidade eu convivia
E hoje bateu nostalgia
Eu quis muito ver e te ter como companhia

Admiti gostar de uma nova sinfonia
É que nos últimos dias, com a carência eu convivia
E hoje com aquela batida
Eu quis muito fazer um dueto contigo menina

Admissão em um emprego eu queria
É que nos últimos dias, com a pobreza eu convivia
E hoje eu entendo que isso é o que mais mata a alma minha
Eu quis comprar várias coisas, e presentear-te eu iria

Admitiram minha gentileza enquanto eu sorria
É que nos últimos dias, ninguém saberia o que o meu sorriso disfarçaria
E hoje, sozinho, sem sorriso e sem dia
Eu quis que a noite perdurasse por toda a minha vida

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sim, mas... Covarde

Sinceramente, a melhor
Sinfonia, seria o
Sim que ela dissesse, pois
Simbolizaria o fim da minha agonia

Mas como saber a resposta dela se
Masoquista pareço por sofrer por temer
Máscaras eu uso para disfarçar, porém
Massacrará mais meu coração o não tentar

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Des-caso

É noite, calma e silenciosa
Brigas, intrigas e frases de covardia
Eis o momento de solidão, acompanhado
É a pessoa investida de sono ao meu lado

Brevemente acordaremos e tropeçaremos
Finda a noite e começamos a fraquejar
Não há mais o que ceder, queremos apenas implicar
Mesmo sabendo que nenhum lado irá ganhar

Eis a briga vã que só vai infernizar
Há aqui um descaso*, encenação de algo que foi casal
Unidos apenas por hipocrisias e em prol de socializar
Nem é preciso conviver assim pra saber que faz mal

Mas agora é noite, agora um dos dois dorme
Por um momento pensamos em não mais...
Mas confundimos isso com fraqueza, nos achando forte
O único fato é que este é um momento de paz

*Des-caso: descasar; separação de um casal

sábado, 7 de novembro de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Covarde

Eu podia ter falado ontem,
Falo hoje à tarde

Eu podia falar hoje,
Mas já é tarde da noite

Eu poderia falar amanhã,
Mas amanhã pode ser tarde demais


-----------------------------------------------------

Felicidades
Maikel

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Castigo

Porque eu fico pensando se aquilo não tivesse acontecido?
Porque não esquecer, ou tentar refazer?
Sem saber o porquê dos motivos
Os ses são meu castigo

Às vezes até choro
Admito. É castigo
Sinto falta daquilo
Às vezes peco num delírio

O que me mãe acharia?
Ninguém acha nada
As músicas repetem e repetem
Os problemas também

Então eu choro
Acordo pro próximo dia
Pensando em como seria
Se eu não tivesse me lançado ao precipício

Vêm as coisas triviais
Passam os dias demais
E eu fico esperando te rever
Como seria se...?

Amigos é bom tê-los
Fazem-me esquecer das dívidas peculiares
Fazê-los rir, me faz bem
Creio que os ajudo com os problemas também

Mas até quando lembrarei?
Das viagens, das idas e vindas
Da menina mais bonita
Da minha maior dívida, a covardia...

domingo, 13 de abril de 2008

Pretérito perfeito

Eu adorava quando saíamos pra jantar
Em qualquer lugar, sua casa, aqui ou lá...
Eu amava viajar
Sua companhia, deixando de lado tudo, pra comigo estar

As arrumadas que você dava no meu quarto ao raiar do dia
Os presentes que eu queria
Sua cara de alegria
Sorria quando me via

Suas letras, suas malícias
O subentendido que você entendia
As nossas conversas, a nossa telepatia
Os nossos gostos, a nossa parceria
O nosso jogo, a nossa euforia

Seus elogios sobre o que eu escrevia
As nossas falas, a caneta apanhava
Quanta mais nós falávamos, mais eu escrevia
A sua imagem, pra sempre gravada

Os outros e as outras
Sua compreensão, a minha covardia
Sua paixão, e também a minha
Seu coração era o meu, o meu o seu
O nosso, nosso!
O nosso jeito, tão defeituoso, tão sem defeito
O nosso pretérito perfeito

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Rápidas

Contei-te
Até o que eu não sabia
Não sabia, no fim,
Quem era a vítima

Mente mudada
Planos quebrados
Pela covardia
Por amores incertos

Arrependido
Talvez, hoje, amando
Sonhando, com o que não fiz
Pensando nos segredos

Detalhes sutis
Que mudavam as batidas
Que te tiravam da linha
Que me fazia feliz

Na nossa vida
Temos o nosso segredo inconfessável
Temos arrependimentos, e o arrependido vos escreve
Temos o nosso sonho. Tivemos amor, e este mesmo esquecido, sempre pode ser aquecido

Sonhos são sonhos
Até virarem realidade
Planos são planos até serem concluídos
Depois disso, basta aproveitar

Eu não soube o fazer
Descrevo como desperdício
Aquilo que levou tanto tempo pra ser construído
E acabou com rápidas palavras