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sábado, 3 de outubro de 2015

Esterno, externo

Foram tempos sombrios
Foram tempos sóbrios
Eu não sentia que batia
Eu nem ligava se batia

Eu não chorava ou sorria
Eu desconhecia a empatia
Qual o sentido pra vida?
Pra que servem as poesias?

Até que você chegou, clara
E eu fiquei embriagado de paixão
Eu senti algo, extremamente agradável,
Aqui, no coração

Hoje eu choro de rir
Tendo sentido, contigo
E externo assim, minha alegria,
Através de poesia

Metade

Não dá pra medir
Não há como mensurar
Não é possível realmente saber
É impossível calcular
Mas...

Eu queria ser você
Somente por um dia
Pra saber se você sente o que sinto
Ou pelo menos a metade
Sabe...

Eu gostaria de saber
Qual a fração de reciprocidade
É que eu gosto tanto de você
E te queria assim,
Só pra mim

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Desertor

Houve, durante muito tempo, uma batalha
Descontentamento que atacavam um coração,
Que de tão cansado pediu baixa,
Adoeceu, padeceu

Uma paixão, nutrida a orgulho e solidão
Deu causa à retirada do front, sem permissão
Coração desertor, temerário
Acovardou-se, se escondeu

Passaram-se os dias, que viraram anos
E foi ficando mais distante, todo aquele encanto
Achando ter findado a guerra, manteve-se em seu canto
Desprotegido, arrefeceu

Findou-se a batalha, mas a guerra permanecia, mesmo que fria
Calmaria numa guerra, um bom combatente estranharia
Mas aquele coração perdeu o afã, 
Desarmou, desamou

Inesperadamente, veio um disparo que o ressurgiu
A ponto de ir pra vala, veio aquilo que lhe valia
Voltou a ver, ficou de pé
Voltou a ter sentido

À espreita, veio o exército inimigo,
Com a maior das armas,
Revivendo aquele combatente moribundo, mortiço
Atacando-o no coração, disparando o perdão

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Só, querem

Sem querer, querem
Sem saber, sabem
Sem conceber, surgem
Sem soltar, se açoitam

Sem tempo, tentam
Cem vezes, tentam
Sem medo, medem
Sem preço, pedem

Sem apoio, apoiam
Sem toque, sonham
Sem time, torcem
Um plano, plantam

Sim, inquietos
Talvez tímidos, mas honestos
Sem nada, esperam
E esperam...

Só há uma mira
O resto, se explica
Só, querem a companhia querida...
Apaixonados e suas características

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sara

Ter conhecido Samara parecia ser algo maravilhoso,
Afinal em seu nome havia o verbo amar
Porém ele se enganou, magoou e resolveu tirar aquela parte má
E assim ficou curado e se apaixonou ao conhecer Sara

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Involuntária

Eu não sei exatamente o que pensar quando penso em você
Não sei se penso em carinho ou em prazer
Na verdade, nem sei se é por querer
É uma involuntária vontade de te ter

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Vital

Eu não posso te ver,
Pois se te vejo é desejo
Eu não posso te ver,
Pois te ver é querer, é confuso
Sem saber exatamente o quê, apenas que vem de você

Eu não posso te ver,
Pois te ver me machuca
E eu não me curo facilmente
Já se passaram vinte e quatro luas
E persisto nessa luta, sem saber se consciente ou inconsciente

Eu não posso te ver,
Pois ver você me cega
Ignoro o mundo, fujo,
Pois te tenho como Sol
Clara, vívida, linda... (...)

Eu não posso te ver,
Pois ao te ver eu me engano
Troco todos os planos
E me iludo facilmente
A minha mente mente

Eu não posso te ver, concluo
Ver e deixar de ver é cruel, é árduo
Não é nenhum absurdo,
Mas devo dizer:
Eu não posso te ver, eu preciso!

domingo, 14 de outubro de 2012

Desnorteados

No coração da nação dois corações se cativaram
Naturalmente se tornaram namorados
Alguns anos passaram bem rápido,
E inexplicavelmente aquilo parecia inabalável

Este é mais um conto fadado...
Por drama, por distância
E após incalculáveis promessas, vieram as quebras
Chegaram as responsabilidades e a sobrevivência tinha pressa

Corriam pra ver o dia seguinte nascer,
Sem saber se iriam se ver
Estudos e trabalho, rotineiro fardo
Percorrendo caminhos de desconhecidos traços

Num exame ele foi aprovado,
Mas o destino teimava em ser itinerário
Assim, pra ela não convinha mais ficar ali
Por fim acabou indo para o sul do país (...)

sábado, 15 de setembro de 2012

Além

Foi algo passageiro pra ela...
É algo duradouro pra ele
Quando se conheceram restava a ela três meses

Sabendo, ele a tratava com o maior capricho
Agradá-la não era nenhum desperdício
Afinal estavam apaixonados, no superlativo

As más línguas diziam que tudo aquilo era pena,
Que seria diferente não fosse a doença

Mesmo que em tamanha maldade houvesse alguma coerência, não faria nenhuma diferença
Era nítido que ela se afeiçoaria independentemente da sentença
E apesar de momentos de dor, a garota sempre sorria
Ela mesma disse que aqueles últimos eram os melhores dias da sua vida

terça-feira, 11 de setembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tentativa

Eu não sei dizer o porquê
Mas essas coisas quase sempre não têm explicação
Eu gosto tanto de você
É isso...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mirando o pulso

Pediu tanto perdão que virou algo mecânico, vão
E de pensar que ele já teve um coração...
Hoje buscou incessante e subitamente a paixão,
Pois ainda creu que ainda podia sentir alguma pulsação

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Total mente

Entre a cama e o sono, as fantasias dominam
A mesma garota, o mesmo roteiro, o mesmo travesseiro
E quase sempre algo repetido, entretido
Não passa disso, carinho

Não é simplesmente bondade, é desconhecido
Talvez seja mera paixão isso
Mas felizmente é algo totalmente...
Possível (sorriso)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MioCárdio

Sabes o que é bom pra inspiração? Paixão.
E sabes o que é bom pro coração? Inspiração.
Mas não sou certo se paixão é bom pro coração...

domingo, 1 de abril de 2012

Fita

Foram poucas as horas tendo você por perto,
Mas muitos os detalhes seus que gravei, sou certo
Agora, reconheço-te a muitos metros
Ao olhar, vou citar, seu olhar, tratei logo de fitar
Sabendo que potencialmente iria me apaixonar

E continuando a citação, lembro-me com perfeição do seu pescoço
Exalando charme, sem disfarce, tendo os cabelos, quase pretos, como cúmplices,
Você os balançava sem piedade...
Seria até anormal se não me apaixonasse
Eu pensava: qual a maldade?

Não era ingenuidade,era querer
Seu quadril, nada sutil, fez com que eu não preferisse ângulo pra te ver, te querer, te ter...
E alimentando, mesmo em sua presença, a vontade, e à vontade,
Eu fazia da visão um filme, gravando na mente, sabendo que o assistiria posteriormente com prazeria
E sem falar das pernas... Que pernas!

Ignoro a frase passada, pois agora o filme se repete
Falo das pernas, pois benditas são as roupas que te vestem
Eu também me apegaria!

Seu nariz, desenhado,
Sua boca, que me chama sem haver um chamado...
Admito, fui fraco. Fui tentado, foi filmado
Foi num sábado, por acaso

E sobre seus braços,
Eu pensava previamente na despedida ansiando seu abraço
E assim, ao você partir, eu passei assistir o filme que fiz pra lembrar detalhadamente de ti,
Apaixonado assim, torcendo pra que haja continuação desse filme,
Que sua resposta seja sim...

Paixão marcada

Março ficou pra trás
Já não é março mais
E não é mentira, apesar do dia
Abriu abril

Ainda aqui, no primeiro minuto do mês,
Eu posso ver o marco de março,
E o estrago que ele vai me fazer...
Nos apaixonamos sem querer?

quarta-feira, 21 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sete vidas

Eu não me importei quando me disseram pra não ir tão fundo. Eu não me importava se eu fosse desejar a morte por conta da falta dela. Afinal, eu estava apaixonado. Afinal, ela era imortal. Estar com ela foi como estar perto de uma divindade, feminina, incrivelmente linda. Era como uma ida antecipada ao céu. E eu não me importava com inferno que fosse virar minha vida. Um dia no céu já valeria. Imagine uma semana... Eu me senti um gato.

Inspirado no filme
Sete Dias com Marilyn.