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quinta-feira, 2 de junho de 2016

A queda

Eu vou tentar parar
Aliás, eu vou conseguir
Eu sempre digo isso, assim
E faço com convicção
Em vão...

Sempre tenho a mesma queda
A força, o querer, e o que mais que resta...
Não interessa
O lamento também é repetido,
Após a entrega

Mas dessa vez vai ser diferente
Eu vou conseguir,
Eu sou persistente
Da minha força e fé,
Crente

Passam as horas
E o domínio é completo
Eu estava muito inquieto
Não que eu seja, com minhas metas, desonesto
Sério

Eu vou tentar parar
Aliás, eu vou conseguir
Eu sempre digo isso, assim
É sempre repetido, parece desperdício
Vício

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Só, querem

Sem querer, querem
Sem saber, sabem
Sem conceber, surgem
Sem soltar, se açoitam

Sem tempo, tentam
Cem vezes, tentam
Sem medo, medem
Sem preço, pedem

Sem apoio, apoiam
Sem toque, sonham
Sem time, torcem
Um plano, plantam

Sim, inquietos
Talvez tímidos, mas honestos
Sem nada, esperam
E esperam...

Só há uma mira
O resto, se explica
Só, querem a companhia querida...
Apaixonados e suas características

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Primeira pessoa do fracasso

Eu pensava que não podia
E isso piorava a cada dia
Até um dia eu não poder

Eu tinha perna, eu tinha língua...
Eu tinha vida, eu tinha
Eu podia,
É... Podia

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Real

Eu tentei, eu pensei...
Eu pensei que pensando fixamente nela eu poderia novamente sonhar
E nessa tentativa, ainda me extasiava
A lembrança do sonho da noite passada

Eu tentei, eu pensei...
Pensei, pensei e não sonhei
Acordei e sem sonho saí
E por fim, por aí eu a vi (melhor assim)

sábado, 15 de setembro de 2012

Desprezível

Eu tentei repetidas vezes e não obtive êxito
Eu desempoeirei poeira, eu sequei gelo
Eu fiz besteira...
Quando dependia e fazia assim mesmo

Éramos dois pra sermos uno
E sempre foi na verdade algo dúbio
Infelizmente eu perdi muito tempo com tentativas, teimosia
Por fim concluo que foi tudo inútil

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tentativa

Eu não sei dizer o porquê
Mas essas coisas quase sempre não têm explicação
Eu gosto tanto de você
É isso...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vinte e três

Eu tento imaginar o céu há mais de vinte anos
E entendo que todas as tentativas são enganos
E mesmo sendo uma tentativa vã,
Ajuda a manter a minha mente sã

sábado, 30 de julho de 2011

Sem se, sim

Aqui ou ali, bom ou ruim
Melhor decidir, sem se
Opto pela tentativa e sempre conto com o otimismo,
Pois este me leva a sorrir

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tratante

Eu pensava em você, e pensava em coisas demais,
Nos nossos quase encontros, desencontros e encontros
Nesse último caso, acidentais
O fato é que um encontro planejado... Jamais!

Pensei também em nossas conversas e tentativas
Trocas de músicas e despedidas
Cheias de saudades, a gente dizia
E era sincera, pelo menos da parte minha

Lembrei também dos sentimentos que tive
Enquanto conversávamos e tentávamos, educados
E questionado eu não soube dizer se éramos
Amigos, colegas, flertantes ou enamorados

Há mais fatos, pois ainda faço tratos
Ansiando por seu abraço
Cumprindo essa prazerosa promessa
De lhe presentear com poema em seu aniversário

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Felicidades
Mari Bolentini

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sede por ceder

O querer não basta, mas eu quero mudar
O prazer me arrasta, e sempre vai me contaminar
Uma tentativa em partes, sempre vai perecer
Tenho que radicalizar e fazer, ceder

O que julgamos bom sempre é perigoso
Embora fazer o bem também seja prazeroso
Vemos nas coisas que julgamos serem más ou proibidas
Maior satisfação, anseio e prazeria

Eu estou cheio de covardia,
Covardia mental, minha
Eu estou sedento por melhoria
Melhoria pessoal, divina

sábado, 19 de setembro de 2009

Venha

Ela beira à perfeição
Tentando o tempo todo
Mostrar seus defeitos,
Fazendo com que eu omita os meus

Ela tenta, apenas tenta
Ela ainda não conseguiu
Não para mim, talvez por mim
Melhor assim

Nessas tentativas, ela de mim se aproxima
E eu na minha omissão,
Percebendo melhorias,
Agradeço sua companhia

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Inícios


Pálidos, foram os dias e tentativas
Dias perdidos, tentativas seguidas
Estranhas desavenças
Esperanças perdidas

Eu nunca soube realmente
O que você queria
E com suas confusões
Eu também me desentendia

Não é que eu fujo
Acontecem coisas que pedem cautela
São acasos às vezes,
Noutros casos interesses

E você, que parece lúcida,
Age como filho satisfeito
Procurando algum zelo
Pra bagunçar

O tempo sempre esgota e fins sempre vêem
Caem diante da gente
Que mesmo sem saber um rumo,
Temos um início

Quem sabe até inícios nos esperam
Desperdícios se foram, eram
Comece a contar, pois sou apenas um
Depois de mim muita coisa nova virá

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pra não dizer depois





Quando não consigo mais pensar
Eu oro
Deus, eu imploro
Procurando encontrar

Respostas que talvez
Jamais passarão da interrogação
Que eu jamais saberei o fim
Triste fim

Sem tentar, não há graça
A dúvida pode ser a maior desgraça
Pois alimenta um sonho
E se não sanada, o sonho vira pesadelo

Então eu oro
Choro e imploro
Daí me o perdão
E outra chance

Como seria o nosso romance?
Maldito interrogação
Pra não dizer essas palavras
Dê mais risadas

Pense menos e haja mais
Corra atrás
Pra não precisar
Depois orar

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Tentativa

Às vezes até passa pela cabeça
Que a esperança está perdida

Perdida está você
Em minha mente
Você, sempre presente

Sempre há resquícios de uma nova ousadia
De uma nova conquista
De uma nova partida

Nem sei como acontece
Vejo-me te procurando as pressas numa insólita vontade
De matar a distância
De matar a saudade
De matar a ânsia

Às vezes é tão trôpego os nossos quase encontros
Que já me acostumei a querer
Já me acostumei a sofrer
Fiz de hábito a vontade de te ter

Virou rotina
Os ensaios, das falas, do teatro
Sempre marcado, mas nunca apresentado

Virou guerrilha
Todas essas tentativas
Todas as verdades e mentiras
E nesse momento a minha mente está perdida!