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quinta-feira, 2 de junho de 2016

A queda

Eu vou tentar parar
Aliás, eu vou conseguir
Eu sempre digo isso, assim
E faço com convicção
Em vão...

Sempre tenho a mesma queda
A força, o querer, e o que mais que resta...
Não interessa
O lamento também é repetido,
Após a entrega

Mas dessa vez vai ser diferente
Eu vou conseguir,
Eu sou persistente
Da minha força e fé,
Crente

Passam as horas
E o domínio é completo
Eu estava muito inquieto
Não que eu seja, com minhas metas, desonesto
Sério

Eu vou tentar parar
Aliás, eu vou conseguir
Eu sempre digo isso, assim
É sempre repetido, parece desperdício
Vício

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Cinzeiro

Pra tentar amenizar a dor, ela fumava
Ela se soltava, fumaça
Começou com um picado,
E passou pra um bocado

A dor não passava
Só a fumaça
Aliás, ela aumentava
Tanto a dor, quanto as tragadas

Seu sorriso branco sumiu
Um amarelo tímido surgiu
Sua voz carregada tropeçava em pigarros,
E sua pele também sentiu

Viveu de mal a pior, com a dor aguçada,
Batendo as cinzas, isolada ela fumaça
Até que seu coração parar de bater
E isolar-se totalmente pra cinzas se tornar


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sem ponto final

Parece que foi semana passada... Ainda vive, persiste. Essa teimosia, que intriga, tem raízes profundas...
Essas raízes se misturam a veias e artérias. Assim, tudo é gerenciado pelo coração.
Soa até irracional. Às vezes faz bem, noutras vezes faz mal.

Seus beijos tinham mais que saliva
Admita... Tem efeito perpétuo, intriga. É feito droga, vicia. Pra essa abstinência, esses trechos são terapia. Vez ou outra veio aqui, te encontrar nessas linhas

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tic tac

Há tanto tempo sem te ver,
Eu já nem sei o que fazer
É incontrolável
Esse vício de você

Desde de que nos vemos,
Sinto muita saudade... É alta voltagem
Já se foram dezessete minutos
E continuo a contagem

domingo, 30 de dezembro de 2012

Maldita

Eu sou aquela que você deseja
Eu sou aquela que você diz usar, mas você que é usado
Sou eu que te domino, alucino
Sou eu que te deixo perdido

Quando me vê me quer
Longe de mim, me quer mais ainda
A distância te agoniza
Eu sei que sou querida, mesmo às vezes me chamando de maldita

Eu sou aquela que te afasta dos seus familiares,
Que afasta os pares
Aquela que está em todos os lugares
Eu sou aquela que muda os olhares

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Soecídio

Ele não suportava mais as modas,
Que sempre vinham pra dizer que a dele era imprópria

Ele não suportava mais a sociedade,
Que se associou com a maldade

Ele não suportava mais aquilo,
De dizerem que por ele gostar de algo era vício

Ele não suportava mais tanta formalidade e hipocrisia
E se odiava pois assim ele agia, obedecendo instintos em prol de prazeria

Ele não suportava mais o mundo,
Que não suportava mais tantas pessoas

Ele não queria mais viver,
Mas era covarde também para morrer

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Soecídio | neologismo
Soe (produzir som) + cídio (sufixo com a noção de morte)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Anafônica

Ela tocava, cantava e cantarolava
Falar era exceção,
E quando falava, dizia ter cordas no lugar das veias,
E um tambor no lugar do coração

sábado, 10 de setembro de 2011

Vício benefício

Seu olhar é um vício
Sei que essa confissão renderá sorriso
E é por isso que admito...
Te alegro, confesso e me sacio

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Notícia rotina #2

Eu sinto por eles, e às vezes até ajudo, mas é algo em curto prazo. Dou uns trocados ou compro alguma comida. Fica difícil acreditar quando pedem dinheiro pra matar a fome, pois muitas vezes a fome não é de comida, e não vão matar a fome e sim serem mortos. Algo que o nome auto explica, mas mesmo assim eles usam, se viciam e definham. Ontem mesmo as drogas vitimaram dois jovens.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Alternativo

Eles riem quando eu digo que nunca bebi
O que o álcool trará pra mim?
Sem beber eu sei o que
Então fico assim...

Eles duvidam quando eu digo que nunca fumei
O que essa fumaça trará pra mim, além de um hálito ruim?
Sem fumar eu sei o que
Então fico assim...

Lúcido que faz coisas de bêbado
Calmo como o maconheiro
E ainda economizo dinheiro
Acredite, eu sou muito satisfeito

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Veja também:
Artifício
Felicidade Artificial

Felicidade artifical

Felicidade artificial
Vida de drogas, vida de temporal
Felicidade artificial,
Isso não é felicidade, felicidade não faz mal

Trecho de música

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Veja também:
Alternativo
Artifício

Artifício

Eu me divirto naturalmente, sem artifícios. E como dizem que felicidade é apenas um estado de espírito, eu não preciso me dopar ou embriagar pra ser feliz. Não é pagamento de promessa ou coisa assim... Com várias alternativas, eu simplesmente escolhi.

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Veja também:
Alternativo
Felicidade artificial

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Necessidade, por vício e vitalidade

Seu beijo é como água: sem gosto exato e indispensável
Seu sorriso é como luz: necessito por várias horas do dia
Seu abraço é como roupa: fico sem só por alguns instantes
Seu cheiro é como droga: totalmente viciante

terça-feira, 12 de abril de 2011

Pessoal

Na convivência eu me perco negando valores e princípios...
Na solidão eu me encontro admitindo erros e vícios.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vício

É pecado...
Em refrigerante eu sou viciado.

Eu reconheço que eu peco todo dia,
Mas quem diria...

"Santa Maria...
(...)

Amém!"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Panos sujos

Eu preciso de ajuda
Tenho que cessar o vício
Tenho que me disciplinar
Há meios para isso, mas está difícil encontrar

Mãe, faz tanto tempo que eu não limpo a casa
Que nem sei por onde começar
Tem poeira em tudo
E não vejo meus irmãos dispostos a ajudar

Essa limpeza necessária, já virá tardiamente
Mesmo antigamente, já era fácil de sujar
Hoje, convivendo com a sujeira
Eu peco, mesmo querendo me limpar

É como se não houvesse tapetes nas entradas
Vassouras ou rodos pela casa
Panos, já não são mais brancos
E algo que antes era absurdo, não é visto pela vidraça