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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Soecídio

Ele não suportava mais as modas,
Que sempre vinham pra dizer que a dele era imprópria

Ele não suportava mais a sociedade,
Que se associou com a maldade

Ele não suportava mais aquilo,
De dizerem que por ele gostar de algo era vício

Ele não suportava mais tanta formalidade e hipocrisia
E se odiava pois assim ele agia, obedecendo instintos em prol de prazeria

Ele não suportava mais o mundo,
Que não suportava mais tantas pessoas

Ele não queria mais viver,
Mas era covarde também para morrer

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Soecídio | neologismo
Soe (produzir som) + cídio (sufixo com a noção de morte)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dez

Dez em dez...
Limitando-me estipulando uma dezena numa tabela imaginária
Ultrapassando os limites dos fracassos, todo ano eu refaço...
A tabela e as ultrapassagens

Será diferente esse ano?
Mudarei o tema de fracasso pra conquista?
Terei algum contentamento?
Este ano já está no limite, dezembro

sábado, 19 de novembro de 2011

Apontam estudos

Isso, isso e aquilo... Apontam estudos
Sabemos dos riscos e prejuízos, mas somos surdos
O limite disso, é o extremo, nada ou tudo
Quando vier a sede, a fome, a praga, a desgraça, já saberemos o rumo...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Globo

Quando será o limite da proliferação de filhos,
Após todo o acumulo de lixo?
Quando sentiremos falta daquilo que antes tratamos com desperdício?
Quando será construído o último prédio ao lado do primeiro edifício?
O fim do mundo é o início...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diminuam-se

Qual é o limite da Terra?
Quantas vagas ainda restam?
Quantas covas já foram reutilizadas?
Há quantas pessoas marginalizadas?
Há quantas pessoas desempregadas?

Vamos acabar com essa desgraça
Vamos aumentar o estoque de camisinhas
Por mais que seja bonito ter um filho ou uma filha,
Estes não serão mais bem-vindos para uma boa vida

Essa Terra toda e toda essa gente perdida
É muita gente com muita informação diferente...
Diminuam-se, decadentes

sábado, 2 de julho de 2011

Perdão pelo sim e pelo não

Intercedo pelo perdão ao me lembrar das inúmeras vezes que usei Seu nome de forma banal, assim como quando não O usei na pontualidade. Embora eu acredite que devamos chamar por Seu nome incessantemente, há os limites que barram a banalidade e os outros que barram a incredulidade.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Liberdade LTDA

Existe liberdade plena,
Ou sempre haverá uma limitação?
São essas limitações que dão sentido e existência a liberdade
Sem utopia, quero falar de coração

Há os limites físicos que me impedem de voar,
Os limites mentais que me impedem de armazenar todas as lembranças,
Limites de espaço que me impedem de caber em algum lugar,
Limites intelectuais por saber que sempre terei algo pra conhecer...

Porém há uma coisa ilimitada que é o querer
Esse é o fardo do ser humano, este que sempre deseja
Eu quero voar, caber nas costas de uma mosca,
Lembrar de toda minha infância, conhecer todos os livros do mundo...

Eu quero você, quero que você me queira,
Quero que estejamos juntos,
Com exceção de sofrimento,
Não importa a maneira

Estamos condenados a essa liberdade
Viver querendo o que não temos,
Isso pode parecer maldade
Pense agora no que você quer enquanto está lendo

Você é livre pra querer...

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Felicidades
Vanessa

domingo, 25 de outubro de 2009

Capacitados limitados

Tudo o que eu posso fazer,
Não me dará medo
Então não pense que você possa nos afastar
Revelando os seus piores segredos

Capacidades iguais todos temos
E temos também os medos e segredos
A incapacidade de contá-los
É o que nos amedronta, mesmo não querendo mais tê-los

No final sabemos que sempre haverá algo guardado
Pois essa incapacidade de exposição
Limita fortemente e o medo impera
E ninguém conhece os limites da emoção

Inspirado na Série Dexter

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Seja feita vossa vontade

Em vão Ele teria morrido*
Se realmente houvesse destino
Em vão Ele teria dito
Pra dizermos ao mundo desse ocorrido**

Eu não acredito, e mesmo que me convençam
Eu não quero acreditar
Predestinação e algo cruel
Ele faria alguém apenas pra vê-lo queimar?

Se predestinados fossemos
Em vão seria os mandamentos
É sabido que muitos perecerão,
Mas não e por conta disso que não devemos buscar o perdão

Sim, eu não quero acreditar
Não, eu sei que Ele é onisciente
Isso tudo é muito confuso e complicado
Entre crer ou descrer, eu deixo por conta do acaso

Já que contesto tanto o destino
Destino e acaso são meros contrários
Ou em algum caso eles podem ser aliados?
Ele não dá margem pra que folhas caiam sem que seja mandado

Por fim, só saberemos no fim
No fim da vida aqui
Se há destino ou há acaso,
Ou se eles moram ladeados


*Lucas 23:16
**Marcos 16:15

Grato a Flávia Matos
pela ajuda com o
título desse texto.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Sem limites

Às vezes a nossa inspiração
É limitada pela moral,
Costumes ou religião
O que fazer nessa situação?

Ignorar,
Deixar,
Fazer,
Fluir, criar...

Se ferir a moral,
Mostre depois
Daqui a pouco
Não fará mais mal

Se ferir os costumes,
Espere...
Quem sabe, desse lugar,
Você mude

Se ferir a religião...
Veja só
Aqui os islâmicos são terroristas
Há quem diz que é pecado comer galinha

Se você for, por exemplo, católico,
Mostre seu trabalho para seu vizinho espírita
Mantenha o bom costume
E deixe a inspiração rolar...