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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ao som do motor

Eu fiquei lá, estático
Sem saber se era certo ou errado
Ao fracasso,
Fadado

As horas passaram
Mas a dúvida em minha mente aumentava
Dava pra ver, incomodava
Em mim, latejava

Por mais que, por segundos, eu achava egoísmo
Só percebia que era ignorado
Sem me importar para os pecados
Só lembrando do horário

Eu até tentei chamar a atenção, em vão
Me mantive clamo, coisa de fraco
Após assuntos encerrados, fomos embora
E toda aquela atenção que eu queria, não era mais querida, no carro

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Consegui

Eu senti saudade
E espremi o máximo que podia pra tentar lhe falar
Não consegui, é óbvio
Tenho sido cada vez mais insensível, fóbico

Eu tenho vontade, claro
E até quis que soubesses
Mas não o fiz, fiquei dúbio
Meus dias tem sido cada vez mais escuros

Eu ainda sinto, mesmo que pouco, é nítido
Não sairiam essas linhas (inclusive a primeira), não fosse isso
Não tenho ligado para os vínculos
Tenho sido cada vez mais indiferente, difícil

E cadê você? Estás assim como eu, perdido?
Nem tenho tanto crédito, acredito
Mas falando em lógica, você aí e eu aqui...
É desperdício.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Suspeitas dos suspeitos

Houveram tiros no edifício,
Além de um homicídio e um consequente assassino
Sem saber sobre o autor dos disparos, fecharam as portas do prédio
E lá dentro ficaram todos, o bandido e os, pra aquele crime, honestos

Para se safar, o malfeitor escondeu a arma
Mas o esconderijo não foi num lugar difícil
Por conta de toda aquela gente que ali estava,
E do tempo que não cooperava

E com o passar do tempo, uma pessoa achou...
Porém não se manifestou
Podem achar que sou o homicida - pensou
E mais alguns outros assim também fizeram, enquanto o tempo passou

Além disso, tinha também outro medo
Afinal, manifestar o achado provocaria o bandido
Mas qual medo superava o outro:
O de ser tido como suspeito ou testar a ira do misterioso indivíduo?

Por fim, por falta de provas,
Todos foram liberados, absolvidos
Nenhuma digital... Usavam luvas, estava frio
E posteriormente, ao passarem uns pelos outros, fingiam que nunca se viram

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tomé

Era apenas um humano, eu dizia
Seus supostos milagres poderiam ser artimanhas ilusionistas
E alguns me deixavam boquiaberto, mas eu sempre achava um jeito pra racionalizar
Até mesmo após o terceiro dia, quando a sepultura estava vazia, eu pensei que poderia ser catalepsia...

Mas quando eu o vi subir aos céus, eu tive que acreditar...
Aqueles homens de branco que surgiram, posteriormente a subida, não homens comuns
E eu lembrei de todos as vezes que questionei, eu vi como fui tolo
Ele esteve todo esse tempo perto de mim e eu agi assim...

Bem, agora que acredito, corrijo
Ele ainda está aqui!

domingo, 22 de julho de 2012

Prece

A dúvida paira entre o querer alheio ou o desdenho ao interesse maquiado
Porque de um vento pro outro ela quis pagar seus pecados?
Tudo bem querer o bem, mas o de quem?
Se quiser, pague seus pecados, mas não me use como calvário

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Tempestade

Som crescente, ainda descrentes
O chão treme, eles sentem
E assim como o som o tremor é ascendente
É imponente, agora tementes
E quando aquilo cessou Deus estava presente

Seriam Seus passos?
Ele parecia tão calmo
Alguns culparam o Diabo, já que Deus estava ao lado
Corajosos ou fracos...
Duvidaram e creram conforme o necessário

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Às vezes

Às vezes eu não sei o que fazer da minha vida,
Pois pareço perder a fé, mas Deus teima em mantê-la

Às vezes eu penso em mudar, mas não saio do lugar
Estático nas alturas, longe do mundo, próximo da lua

Às vezes eu faço tantas perguntas,
Que as algumas próprias perguntas servem de resposta, mas algumas continuam remotas

Às vezes meu humor muda radicalmente,
Há um minuto eu estava sorridente

Às vezes sou tão convincente, que minto e acredito
Não sei dizer exatamente o que foi a inspiração pra isso

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Coitado

Se dizia homem e até era casado
Mas maldizia a esposa e fazia piada sobre os filhos
A distância o chamavam de coitado,
E ele c(ego) se achava esperto

Compartilhava com outros coitados
Conversas sobre putas e cigarros
E tratava qualquer mulher como uma presa fácil
Auto marginalizado, ele se vangloriava por ser insensato

E a dúvida que pairava era sobre quanto tempo durava sua alegrias
Se ia além de um cigarro e um coito comprado
Se dormia em paz, sem saber que também era enganado...
Mas essa dúvida não durava mais que vinte segundos

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dez

Dez em dez...
Limitando-me estipulando uma dezena numa tabela imaginária
Ultrapassando os limites dos fracassos, todo ano eu refaço...
A tabela e as ultrapassagens

Será diferente esse ano?
Mudarei o tema de fracasso pra conquista?
Terei algum contentamento?
Este ano já está no limite, dezembro

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dez, com fiador

Qual o preço?
Tem algum defeito?
Qual o prazo?
E se não for terminado?

De quem é a fiança?
Ele é mesmo o pai dessa criança?
É por mim ou por alguém que queria?
Agindo assim é coragem ou covardia?

É claro que tem senha
Eu quero uma roupa que me convenha,
Você concorda?
Eu preciso de mais de uma resposta

Com quem ela estava?
Ele tem namorada?
Usamos ou não alianças?
A palavra do momento: desconfiança

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Panda

Aquilo não havia sido causado pela natureza
Não havia ali beleza
Era muito fundo, era muito escuro
E continuava a dúvida sobre o que havia causado,
Sobre quem havia cavado?
E por ser grandemente notado, logo o rapaz foi indagado:
Porque estás com esse olho tão fundo?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tome Tomé

Era uma mão normal
Palma, cinco dedos e unhas sob o braço...
Mas o que chamava a atenção era a marca em seu punho
Não era corte, era furo

O viram pregando,
O vira pregado
E (mesmo) assim duvidaram...
Mas ele voltou pra confirmar o recado

sábado, 15 de outubro de 2011

Indefinição com adjetivo

É indefinido, repito
Substantivo, abstrato, necessito...
Dizem ser infinito, mas às vezes eu duvido
Uns dizem que é isso, outros aquilo,
Porém é inegavelmente bonito...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Eu quero saber sobre o seu querer

Assim como toda tristeza, essa também será passageira
Seria todo esse arrependimento por questão do momento?
Assim como todo desejo, esse não será o último
Seria toda essa saudade confusão com vontade?

Assim como todo detalhe, este é uma questão de vaidade
Seria todo esse querer, uma necessidade ou um prazer?
Assim como todo pedido, este não deveria ser sucinto
Seria essa requisição apenas algo instintivo?

Sei que hesitarás em todas as perguntas
A relatividade é tão grande, que é absurda
Mas não questiono somente pra te deixar confusa
Quero as respostas, por mais que elas sejam duras

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Versus

Por paixão, faço coisas sem querer
Por orgulho deixo de fazer o meu querer
Tais coisas mudam meu senso de voluntário
Como eu poderei entender certas coisas que faço,
Se sou um orgulhoso apaixonado?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Contradição

Confusão entre amor e possessão... Eu querer você sempre por perto, é por não querer ficar só ou um sentimento da paixão? E à distância, essa dúvida, ajuda pra ferir meu coração.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Agora

Dúvida entre planos a longo ou a curto prazo
Ambos em prol da felicidade
Sendo que sobre o amanhã ninguém sabe
Ele continuou com dúvida e foi movido pela ansiedade

sábado, 30 de julho de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Me diz

Tic tac, continua o impasse
Toc toc, porque ela não abre?
Hahaha, assim ela deve estar
Iii, não é bem assim...

Porque penso que ela ri de mim,
Se outrora ela sorria por mim?
Qual a finalidade, me diz...
Há um fim?

sábado, 9 de abril de 2011

Belisque

Como um sonho, eu sei que é real. Eu que sempre sonhei com ela, como poderia não saber se ela é a garota dos meus sonhos?
Ao vê-la, titubeei sobre estar acordado, mas aquele prazer, sonho nenhum poderia me dar. E embora alguns sonhos pareçam tão reais, aquilo foi o ápice do prazer das minhas visões, tanto de olhos abertos ou fechados.
Mas, por favor, me dê uma prova alheia e me belisque.