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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Confissões com eco

Qualquer que seja a mira
Eu sinto que vai pegar no pé
Eu me intitulo bom
Mas quem não mente, quem não é?

Eu atrevo,
Mas na maioria das vezes morro de medo
Eu sinto, diariamente, um aperto no peito
Omito, e ecoam os defeitos

Minha caixa toráxica não corporta tanto
Minha cabeça me causa espanto
Meu coração parece querer explodir
Minha mente, mente pra mim

Eu ando na linha, somente aqui
Caminho pelo desconhecido, pareço não ter juízo
Me sustento em otimismo
Mas honestamente não tenho abrigo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ótimo péssimo

Ele já estava fora de todas as estatísticas
Ele dizia que dos vinte não passaria
E por cada dia a mais que ele vivia
Se sentia no lucro, sorria

E independentemente das expectativas,
E por mais difícil que fosse
Ele cria que viver
Ainda era um sinônimo de conquista

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

1400

Não querendo crer que aquele roteiro era mais previsível que filme pornô,
Ele estava mais ansioso do que quando seguramos as últimas páginas de um livro com a mão direita
Era uma crença cega, uma vã espera
Ela havia partido pra longe dali dizendo manter a promessa
Mas após vários telefonemas, quilômetros é só o que resta

sábado, 17 de março de 2012

Marcos

Era Março quando iniciei um marco
Um de outras dezenas de marcos
Planos, encontros, encantos e aniversários
E pelos meus cálculos eu tive mais fracassos

Não sou ao todo um cálculo errado
Tenho alguns bons momentos contabilizados,
Mas a maioria destes estão no passado, na infância, sem fardo
Eu marcava o muro, o chão e certa vez marquei o rosto do meu irmão

E no presente eu tenho alguns agrados
Não os citarei, pois talvez não valham ser citados
Mas o maior dos marcos continua (ou não está acabado, por outro lado)
Afinal, eu estou vivo... Aos vinte e quatro!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bom dia

Lembrando de velhos amanhãs
Parecendo ser as mesmas manhãs
Crente que amanhã não será diferente
Ontem eu também estava descrente

Tendo novas tardes
Querendo novidades
Usando o mesmo disfarce
Ciente do impasse, impaciente com a notoriedade

Noites no plural, insônia no singular
Conhecendo o potencial, insanidade particular
Rolo pra lá e pra cá, mas não dá...
Mais um dia sem acordar

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dez

Dez em dez...
Limitando-me estipulando uma dezena numa tabela imaginária
Ultrapassando os limites dos fracassos, todo ano eu refaço...
A tabela e as ultrapassagens

Será diferente esse ano?
Mudarei o tema de fracasso pra conquista?
Terei algum contentamento?
Este ano já está no limite, dezembro

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quarta à noite

O pessimismo é o filho mais velho do futuro
Esse, que nem foi concebido é já gera frutos
Sem certezas até pelo presente,
Não sabemos se no natal seremos sorridentes

E ainda estamos falando sobre a gente,
Imagine agora as crianças carentes,
Imagine também os pobres doentes,
E se possível for, imagine-os contentes...

A fome ainda continua no zero,
E se os políticos fossem sinceros,
O placar a favor deles estaria farto
Qualquer repetição é permitida, eu não exagero

A oposição só parece querer cargo
Querem mais poder além de seus salários superfaturados
Inundam a Casa de leis, que quantas nem sei
E driblam o importante com uma discussão entre um hétero e um gay

Parlamentares e suas imunidades
Aonde está a igualdade?
Qualquer um pode ser eleito?
Isso é mentira, verdade com defeito

Gente, gente... É muita gente
É muito voto, é um poder do povo muito remoto
E sim, é repetitivo, reafirmo, desde o início tenho o pessimismo
Pois aqui meu amigo, fica tudo bem quando a TV eu ligo

Espaço #9

Verme
Ver-me

Em alguns dias, logo ao olhar-se no espelho, vê se o pessimismo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Russo

O otimista transforma qualquer montanha em russa
E faz divertindo aquilo que seria luta

O pessimista transforma qualquer frase em russa
E qualquer informação é transformada naquela língua dificilmente absurda

O otimista vê em um pequeno espaço o território russo
Ele percebe que mesmo pequeno é árido, só é preciso adubo

O pessimista não se contenta com o seu espaço e reclama do mundo
E vive em seu quarto cantando A Via Láctea do Renato Russo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Resposta de graça

O pessimista tentou instigar o otimista, dizendo que seu otimismo era barato. Era esperada uma resposta rude, por parte daquele que instigava, e a resposta dada foi contrária: Não... Não chega a ser barato, pois não tem preço.... É dado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Nada é ...

Nada é impossível
Nada é impossíve
Nada é impossív
Nada é impossí
Nada é imposs
Nada é impos
Nada é impo
Nada é imp
Nada é im
Nada é i
Nada é
Nada

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Otimismo

Daqui a pouco é 25
E eu ainda não paguei as minhas dívidas
Quando oro, simplesmente falo, não sinto
Perdoa-me, assim como tenho perdoado quem tem me ofendido

Dia após dia eu vivo
Vez ou outra eu tenho lucro, mas meu saldo é negativo
O pesadelo acontece enquanto estou acordado
A ironia é que eu não consigo me ver dormindo

Otimismo... Vai que tenha um refrão dançante
Otimismo... Vai que surja um cifrão brilhante
Eu retruco, só dormindo, eu já disse antes
Repetindo, repetindo, repetindo...


A primeira linha é pra ela
As cifras são pro banco
Três mil milhas, para o inferno
Mesmo no inverno, eles me veem sorrindo e queimando

O meu salário é a morte, está escrito
E sim, é nisso que eu acredito
Descrente por aqui somente ela, insisto
Eu só estou endividado e dividido

Otimismo... Vai que tenha um refrão dançante
Otimismo... Vai que surja um cifrão brilhante
Eu retruco, só dormindo, eu já disse antes
Repetindo, repetindo, repetindo...


Letra de música.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Repassado no futuro

Eu tenho planos e sonhos
Esses últimos são constantes
Noite e dia...
Utopias.

Senão ou se sim
Idealizo, desperdiço
Sou assim, sou afim...
Enfim.

É intrínseco de mim
Parece que eu quero temer,
A minha teimosia, minha...
Querida.

Eu teimo em desperdiçar
O fracasso quer me olhar
E me lembrar de como era...
Sonhar.

sábado, 13 de novembro de 2010

Ao vivo

Eu pensei que facilmente acharia uma saída
Eu tentei acreditar que era fácil a vida
As músicas e filmes dizem o quão ela é bonita
Mas ela... Ela me castiga

Largarei, pois não aguento mais
Padeço por ajuda, pra encontrar algo eficaz
Argumentos quase sempre inúteis ela faz
E ela... Ela fala demais

Eu pensei que facilmente me adaptaria
Não percebi que aquela euforia do início acabaria
As músicas e filmes não impedem ou retardam o fim do dia
E ela... Ela continua viva

Em algum momento como este, pessimista
Ela é: uma caneta, uma garota, a vida...
O fato é que o momento não é bom
Então procuro logo um bom vídeo e/ou um bom som

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Certo incerto

Com a certeza contradizendo o querer
Não há muito o que fazer
A não esperar pra ver
No que dá

Já que só tem a ganhar
Tente não lembrar, esperar
E no que vier, você pode lucrar
Por querer

Já que não há nada a perder
Tente não lembrar, esquecer
E o que vier pode até machucar você
Sem querer

Como pode isso acontecer
O otimismo e o pessimismo com coisas a dizer
É incerteza e querer
E o felizardo ou o penado será você

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Autoanálise literária

Eu apenas quero escrever
Seja pra ler, reler, ou pra alguém ler
Hoje eu sou refém do sentimento pessimista
Eis aqui o papel, meu analista

sábado, 4 de julho de 2009

No embalo do mundo

A gente cresce,
O orgulho também
A paciência envelhece,
O perdão não nos convém

O tempo passa,
O afeto escapa,
O carinho fica às traças
E a saudade está escassa

A gente muda
Quase sempre pra pior
Pois é no embalo do mundo que vamos
Porém achamos que estamos fazendo o melhor