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domingo, 4 de agosto de 2013

Dividido

Do outro lado havia um ser
Se dizendo arrependido
Chorando, querendo alívio
Repetindo...

Do outro lado havia um cliente
Pedindo pressa, pela fresta
Querendo, implorando,
Sonhando...

Do outro lado havia um castigo
Com o castigado me pedindo, citando seus filhos
Contando dos planos benignos
Querendo um sorriso...

Do outro lado havia um em meio a milhares
Me contando as mazelas do cárcere
E nesse diálogo entre as grades
Não era só pra ele sofrido...
Do outro lado havia um amigo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Previsão do tempo

Um novo clima se aproxima
Jaz aquele de lástimas, de lágrimas
Por mais que a previsão seja mínima
O que importa é a primeira linha

Pensando obviamente numa figura feminina
Eu fiz essas rimas
Contente apenas por prever uma conquista
São esperanças que dão sentido a vida

Veja também:
Imprevisão do tempo

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Setembro

Por mais que eu queira acreditar, eu queria também sentir
Mas como não é algo que vem de mim, tenho que me iludir
Crença e desconfiança, com uma enorme esperança
De sentir o alheio, o recíproco, a mudança

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Reversão

Nenhuma expectativa é bem-vinda
Esperar é minha rotina
Inevitável separar expectação de esperança
E piora quando na espera há lembrança

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Certo incerto

Com a certeza contradizendo o querer
Não há muito o que fazer
A não esperar pra ver
No que dá

Já que só tem a ganhar
Tente não lembrar, esperar
E no que vier, você pode lucrar
Por querer

Já que não há nada a perder
Tente não lembrar, esquecer
E o que vier pode até machucar você
Sem querer

Como pode isso acontecer
O otimismo e o pessimismo com coisas a dizer
É incerteza e querer
E o felizardo ou o penado será você

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Presente para o futuro

Agora eu sento, eu penso
Tenho coisas a fazer
Agora eu tento, sedento
Tenho muito a aprender

Agora eu vejo, percebo
A razão do futuro me causar medo
Agora eu entendo, mesmo lento
O que nunca foi segredo

Agora é claro, trabalho
É dinheiro não apenas pra viver
Agora eu paro, refaço
Calculo os horários para o ócio perecer

Agora eu me levanto, espanto
Todo e qualquer imediato querer
Agora eu cumpro as tarefas, na espera
De um melhor amanhecer

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Felicidades
Neto