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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Descanso

Amanhaceu, levanta
A mente já despertou, e é ela que manda
A vida vem, sã
Mantenha até amanhã
Ela vem toda manhã
Sem espera, com pressa

Ela vem, com os dois pés no seu peito
Te obrigando a fazer direito
E que em caso de falha, vão te cobrar
Em caso de conquista, logo passará
A vida passa rápido
Ela é implacável

Toda vida a gente vive tentando viver
Da forma mais decente, pra morrer
E toda vida vem com uma morte de surpresa
E o paradoxo da alegria dar motivo pra tristeza
Ou vice-versa
O final não interessa

Quando você menos espera,
A vida te dá uma trégua...

sábado, 26 de setembro de 2015

Pois ia

Poesia, pois ia
De letra em letra,
Linha em linha
Estrofes e rimas

O bom da vida é viver, dizia
Compartilhava assim, grafia
Se bom ou ruim, escrevia
Poderia ser tristeza, mas no papel era prazeria

Teve uma agradável vida
Pra quem leu, esplêndida, diziam
Assim viveu o poeta,
Até o último ponto da última linha

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Adulto

Hoje, crescido,
Tenho saudades dos tempos de menino
As palmadas dos pais
Não são nada comparadas aos socos da vida

Bom quando minha preocupação era apenas o dever de casa
Eu nem conhecia trapaças
Descumprir deveres hoje,
Causa lágrimas

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tudo que eu queria

Tudo que eu queria era...

Sabedores da infinita satisfação humana, podemos perceber que essa frase só seria dita ou escrita de forma correta assim, sem fim. Porém, pra mim, tendo isso, acredito que sua companhia, prolongaria minha satisfação por todo meu tempo de vida. 

Você poderá dizer que me contradigo, ou que até mesmo seja utópico isso. Entretanto, é a insatisfação humana que não tem fim, minha vida sim... E eu insisto, repito: é nisso que eu acredito.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Até amanhã

Dentre todos os dias que vivi, os melhores foram os últimos
Faço meus dias serem únicos
E não é a primeira vez que digo isso
E assim constato que sou feliz, grato aos meus amigos

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Lembrado Pelo Destino: CAPÍTULO I: TOME CARTAS, TOME NOTAS

CAPÍTULO I
TOME CARTAS, TOME NOTAS

Sábado chuvoso, 15 de Janeiro de 1993. Sepultamento de seu filho.

Em 30 de Outubro de 1953 nascia Luiz Carlos Arruda em Goiânia, capital do estado de Goiás. Teve uma infância sem nenhuma atipicidade, e ao entrar na adolescência, por volta de seus 12 anos, estudando normalmente, Luiz Carlos começa a se tornar popular em seu colégio e passa a gostar daquilo, cativando cada vez mais pessoas e fazendo, todo dia, novos colegas e amigos.
Com 15 anos, definitivamente todo o colégio sabia quem era Luiz Carlos, que era bom nos esportes, destacava-se nas apresentações e tinham várias garotas como fãs.

Entre a adolescência e a juventude, Luiz Carlos perde alguns amigos e os vê em poucos meses esquecidos por aqueles que assim os chamavam: amigos.
Incomodado com aquilo, Luiz Carlos com seus 18 anos começa pensar em como fazer para que mesmo após sua morte ele fosse lembrado por muito tempo, como ele era naquele momento.
Fez estudos de estimativa de vida, e naquela época eram por volta dos 75 anos. Imaginou-se estando com os mesmo amigos, e sendo tão querido aos 75 e sorriu. Pensou em cultivar e cuidar de todas as amizades para aquele fim.
Mas e se houvesse algo que o impedisse de viver além dos 70? Sim, Luiz Carlos pensou nisso e inquieto, como sempre, ficou pensando em mecanismos para que se caso morresse, ninguém dele esquecesse. E após várias idéias, a que mais lhe aparentava razoável, ou que posteriormente lhe fizesse ter outra ideia melhor, foi escrever cartas. E certo dia, um dia próximo a esse da conclusão da ideia, começou a escrevê-las.
Cartas e mais cartas foram escritas, quase todos os dias, deixando desde simples fatos do dia até pedidos e supostos conselhos. Ele escrevia tudo como se já estivesse morto.
Passou-se um ano desde aquele pensamento, e já havia centenas de cartas escritas e a primeira ideia posterior advinda da ideia de escrever cartas foi a de ir à uma agência dos Correios e procurar saber se era possível programar para que as cartas fossem enviadas posteriormente, e assim o fez. Assim ele as deixaria no correio e anos depois elas começariam a ser enviadas. Mas recebeu a informação de que aquilo não era possível.
Um funcionário, de 29 anos, viu Luiz Carlos fazendo aqueles questionamentos à senhora atendente e ficou curioso. Foi falar...

- Ei, qual o motivo disso? De querer programar para que as cartas sejam entregues depois e não por agora? – perguntou José, o funcionário.

Luiz, que já saia do estabelecimento, virou ao ouvir José, e pensou e pensou...

- Por nada. Só uma curiosidade.

Saiu dali e ao andar alguns metros, repensou: “Será que aquele homem pode me ajudar?”

Voltou rapidamente e procurou José.

- Posso falar com você? Sou aquele cara que saiu daqui há pouco tempo, que perguntou sobre cartas programadas...

- Sim, sim... Pois não. Diga...

- Que horas você sai do trabalho? Preciso de algo e creio que você pode me ajudar.

- Do que se trata?

- É algo meio complexo e estranho, mas nada perigoso. É apenas sobre cartas programadas.

- Hum... Saio Às 19h.

- Posso te esperar aqui na saída?

José pensou um pouco, e motivado pela curiosidade concordou.

- Sim. Qual seu nome mesmo garoto?

- Luiz Carlos. E o seu?

- José...

- Ok. A gente se vê as sete José.

- Até...

Já eram quatro horas e alguns minutos quando Luiz saíra de lá. Chegando a sua casa e ficando lá por pouco tempo, Luiz, ansioso, saiu de volta, para esperar José. Seis horas...
A esperada hora demorava chegar, mas chegou.
Ao sair, José, que nem se lembrava tanto de Luiz, pegou sua bicicleta para ir embora, quando se lembrou. Olhou para os lados e viu Luiz Carlos se aproximando.

- Olá. Você está com pressa? – perguntou Luiz.

- Um pouco. Mas vamos lá, fale... Em que posso e ajudar?

- Ouça-me com atenção e não pense que sou louco, pois o que vou te contar é diferente, estranho e até um pouco ousado... Eu temo morrer e ser esquecido rapidamente, como eu vi acontecer com algumas pessoas. E escrevi e continuarei escrevendo cartas para que após a minha eventual, em relação ao tempo, porém certa morte eu possa ser lembrado. Resumindo é isso. Sei que não nos conhecemos e você pode muito bem ir embora rindo disso e nunca mais querer me ver, mas posso lhe adiantar que pagarei pelo que fizeres por mim e não lhe atrapalharei em nada. Seremos conhecidos apenas por nomes. Não quero sabe nada de sua vida.

José, obviamente, achou aquilo muita loucura e mesmo pensando que Luiz precisava de ajuda psicológica, resolveu atendê-lo, pois Luiz propôs dinheiro.

- Tudo bem. E como faremos isso?

- Tudo bem mesmo? Você acha que pode me ajudar? Como fará? Como programará as cartas para serem enviadas daqui a anos?

- Bem, você terá que confiar em mim, me dando as cartas, e na data que quiseres que elas sejam enviadas, eu as envio. Nisso terá o risco de eu morrer primeiro que você. Caso isso aconteça, nós, mantendo o contato, planejamos um lugar para que você pegue as cartas.

- Parece ser algo viável. Tudo bem.
Posso vir amanhã lhe trazer todas as que eu já escrevi?

- Sim. Apareça amanhã na minha saída e falamos sobre o pagamento, ok?!

- Fechado!

Despediram-se e ainda com dúvidas aflorando a mente, ambos foram embora.

Ao chegar em casa a ansiedade tomava conta de Luiz Carlos, e o que incomodava José era que ele não parava de pensar no jovem Luiz, com essa loucura das cartas.
Veio a noite, e ambos dormiram pensando no dia seguinte, cartas, dinheiro, vontade...

E assim amanheceu, correu-se as coisas demais, e eles se encontraram novamente, no fim do expediente, e Luiz Carlos, após acordar com José sobre o valor de modo de pagamento, entregou as cartas a ele, que as colocou em uma bolsa que ele levou especialmente para tal finalidade.

- Luiz, estudarei um bom lugar para guardar suas cartas e te falo. Creio que isso será breve.

- OK. Aqui está um adiantamento. Conforme eu escrever mais cartas vou lhe entregando e pagando.

Naquela época telefone era uma palavra nova, então eles trataram de anotar apenas endereço um do outro.
Foram embora e Luiz Carlos sentia aliviado com o feito.

Eram cartas endereçadas a amigos e amigas, eventuais filhos, filhas, esposa e aos pais...

O tempo corria e Luiz Carlos escrevia.

Começou uma nova época na vida do jovem, onde ele começou a zelar do futuro. Estudos e trabalho, posteriormente só trabalho, namorada...
Casou-se novo com uma de suas fãs da adolescência.
Garota linda de pela clara, cabelos escuros e olhos entre a claridade e a escuridão. Eduarda o fazia feliz.

Luiz Carlos tratava de manter o contato, ainda vivo, com todos os amigos que fizera. Era meio difícil, pois nem ele, nem os amigos tinham mais tanto tempo sobrando como antes, mas ele se esforçava.

28 anos, e se passaram 10, desde o primeiro encontro com José. Este amontoava cartas e mais cartas no lugar secreto combinado com Luiz.


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CAPÍTULO II: CURIOSIDADE, ABRA

(...)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Rastro

Minha vida é intensa
Eu a vejo imensa
Eu passo, deixo meus rastros
Aquilo que quero, faço

O peso do meu corpo está aqui
Eu sinto a gravidade sobre mim
Não me sinto limitado
Eu sinto pelos que sentem pelo meu estado

Gosto também de sentir que posso levitar
A vida só me deu outros rastros
Marcas de rodas no lugar de sapatos
Mas ainda os uso, é hábito

É uma questão de perspectiva
Eu não sou dessa cadeira,
Ela que é minha
Assim como a minha vida...

E a minha vida é intensa,
Eu a vejo imensa...

sexta-feira, 8 de março de 2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ótimo péssimo

Ele já estava fora de todas as estatísticas
Ele dizia que dos vinte não passaria
E por cada dia a mais que ele vivia
Se sentia no lucro, sorria

E independentemente das expectativas,
E por mais difícil que fosse
Ele cria que viver
Ainda era um sinônimo de conquista

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Uma vida

Eu preferi não torcer
Eu preferi não crer
Eu preferi não votar
Eu preferi não amar

Por fim eu não tive nenhuma frustração...
Mas eu tive toda uma vida em vão!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Banco

Eu estou em descrédito até com o meu caderno
Linhas em branco, dívida no banco
Mas honestamente, não é porque eu quero
É que no caso do banco eu fui viver, e no caso do caderno eu precisei me abster

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Loja de conveniência

Com a convivência se aprende
Com a convivência se arrepende
Com a convivência se enlouquece
Com a convivência se esquece

Com a convivência se assola
Com a convivência se se consola
Com a convivência se adapta
Com a convivência se aparta

Com a convivência se diverte
Com a convivência se entristece
Com a convivência se machuca
Com a convivência se cura

Conviver é inevitável e vital, fato
Mas às vezes ela proporciona maus tratos
Conviva e vá às compras quando as parcerias lhe causarem angústia
Esqueça, se iluda, encha seu ego que logo ele murcha

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Janela

Eu estive tanto tempo esperando...
Sem saber ao certo o que eu queria
Sendo que isto estava ali, janela afora,
Era a vida

Eu estive mal
Eu vi a vida passar, inerte, da janela...
De um carro parado no trânsito,
De um quarto de hospital...

Eu estive estagnado
Fardado, sem fardo
Cansado sem trabalho...
Um jovem aposentado

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Espaço #6

Refinado
Ré finado

Alguns entes queridos poderiam voltar a viver.

Fino

Nem era tão forte, mas tinha muita sorte,
Embora alguns dissessem o contrário
É que ele vivia esbarrando com a morte,
E parece que ele pedia mais alguns dias fiado...
As más línguas diziam que ele tinha um pacto com o diabo
Mas ao retrucar ele dizia que era simplesmente bem-aventurado

sábado, 29 de outubro de 2011

Alistamento

Alistem-se...
Corram, todos tem a mesma meta
Embora não seja reta
Alistem-se para viver
Essa é a recompensa que lhes resta
Pode ser que um ou outra faça alguma coisa que presta
E não vou negar... Muitos vão morrer

Essa é uma missão natural
Vocês farão muitas mulheres passarem mal, mas não faz mal
Nas horas certas elas vão pro hospital
Melhor que não seja no natal
Nenhuma mãe quer ter dores na ceia e nenhum filho quer ganhar um presente por duas datas
Pré-natal é fundamental

Venham, alistem-se
Hoje é o dia do recrutamento
Hoje é dia fértil
Hoje os orgasmos serão com propósitos
Lute exército de espermatozóides,
Pois só um terá sorte

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Prazo

Em nenhum momento foi reprovado o ato do sexo. Consentiam ser algo genético... Mas criaram divergências das próprias opiniões antes e após o adultério, dizendo no segundo caso quão bela é a vida, nesse mundo onde há tanta gente estéril. Enquanto o lado anterior só dizia e repetia os pontos maléficos de fazer fruto de algo que nem levavam a sério, e eram incisivos ao tacharem isso como um erro a prazo, causado pelo incrível período fértil.