Passa, voa, o tempo
Passos, pássaros, passarinhos
Desde que estive com você,
Eu quis meus passos assim, como os deles, curtinhos
Eu não voo mais
No seu, no nosso ritmo, eu caminho
O bom de não ser pássaro (pois não canto), é que eu não tenho bico
Aí demonstro, sorrindo
Eu queria voar se fosse pra voltar
Voltar no tempo...
O tempo sem você parece perdido
E agora, contigo, eu arrumei um ninho
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sábado, 3 de outubro de 2015
Preliminares, ansiedade e chamadas
Haviam três dispositivos comigo que me mostrariam as horas. Porém eu os ignorei. Tirei dos bolsos e do pulso. Minha pulsação estava normal, embora fosse um momento que eu aguardava com ansiedade...
Agora,
Após noite passada,
Após eu ter que ir,
Após você dormir,
Após eu religar meu telefone,
Após às dez da manhã...
Haviam doze chamadas perdidas,
Haviam doze pedidas,
Havia seu nome nas doze primeiras linhas
Haviam cinco horas,
Haviam memórias...
Haviam três dispositivos comigo que me mostravam as horas. Porém eu contei também com aquele da parede, e adiantei o do pulso. Minha pulsação estava normal, mas não sei se mais tarde continuaria. Ansiedade eu percebi também da sua parte, após atender a décima terceira tentativa.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Tic tac
Há tanto tempo sem te ver,
Eu já nem sei o que fazer
É incontrolável
Esse vício de você
Desde de que nos vemos,
Sinto muita saudade... É alta voltagem
Já se foram dezessete minutos
E continuo a contagem
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Dezoito
Desde pequenina ela era bonita
E por não convir (...), acostumou-se a sua companhia
Ela cresceu (um pouco), e assim permaneceu...
A beleza, a companhia e o costume
Veio a adolescência e com ela os aparelhos odontológicos
Ela continuou nutrindo a companhia e ele o costume
Parecia ilógico,
Não se via propósito
Até que um dia, passados vários e vários dias,
Após uma ida ao dentista,
Em que os aparelhos ela não mais tinha,
Aquele sorriso lhe mostrou que convinha
E por não convir (...), acostumou-se a sua companhia
Ela cresceu (um pouco), e assim permaneceu...
A beleza, a companhia e o costume
Veio a adolescência e com ela os aparelhos odontológicos
Ela continuou nutrindo a companhia e ele o costume
Parecia ilógico,
Não se via propósito
Até que um dia, passados vários e vários dias,
Após uma ida ao dentista,
Em que os aparelhos ela não mais tinha,
Aquele sorriso lhe mostrou que convinha
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Deitado às treze
Não importa qual a data, qual a hora, qual a moda...
Nada disso mais importa, desde que ela foi embora.
Nada disso mais importa, desde que ela foi embora.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Resolvi
Eu andei pensando no passado
Onde eu andei falando,
Onde eu andei tentando
E eu andei tanto, que fiquei cansado
Resolvi parar, pensar e ganhei um presente
Ganhei o presente
E descansado, ajeitei um rumo
E previ um bom futuro
sexta-feira, 3 de maio de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Vá idade
Eu sinto muito por tudo
Eu fui um inútil
Mais um, insignificante no mundo
Eu realmente sinto muito
Foi o que eu pensei...
Naquele momento morrer era querer
Eu cria que havia decepcionado em tudo
Eu cria na pregação de mudar o mundo
Eu cria que devia ser alguém esplêndido
Que passar por aqui, sem saberem de mim, era algo ruim
E assim, ainda relativamente jovem,
A angústia tomou conta de mim
Mas veio uma faísca de pensamento totalmente diferente
E isso flamejou rapidamente, mente, mente...
Eu vive uma mentira, a chama dizia
Enquanto ela crescia, a angústia sumia
Aquele que tentou agradar aos outros se desagradou,
Mas quando a chama queimou aquilo temperado de ego e vaidade
Renovou, ou posso dizer que iniciou, meu prazo de validade
Independentemente da idade, eu podia ser feliz
E assim fiz...
Fui viver pra mim
Eu fui um inútil
Mais um, insignificante no mundo
Eu realmente sinto muito
Foi o que eu pensei...
Naquele momento morrer era querer
Eu cria que havia decepcionado em tudo
Eu cria na pregação de mudar o mundo
Eu cria que devia ser alguém esplêndido
Que passar por aqui, sem saberem de mim, era algo ruim
E assim, ainda relativamente jovem,
A angústia tomou conta de mim
Mas veio uma faísca de pensamento totalmente diferente
E isso flamejou rapidamente, mente, mente...
Eu vive uma mentira, a chama dizia
Enquanto ela crescia, a angústia sumia
Aquele que tentou agradar aos outros se desagradou,
Mas quando a chama queimou aquilo temperado de ego e vaidade
Renovou, ou posso dizer que iniciou, meu prazo de validade
Independentemente da idade, eu podia ser feliz
E assim fiz...
Fui viver pra mim
domingo, 16 de dezembro de 2012
Nova mensagem
Talvez ela tenha se empolgado com um novo xampu,
Ou a música estava alta quando a mensagem chegou
O tempo todo eu fingi olhar as horas,
E o tempo realmente importa, pois a resposta dela demora
Vai ver ela não quer te receber,
Ou talvez o desdenho não seja démodé
Mas vá lá garota... Olha!
É só dizer sim que estarei à sua porta
Eu não tenho muitos pretextos
E mesmo assim não tive dificuldades nesse texto
És inspiradora, não é segredo
Enfim, eu te desejo
Ou a música estava alta quando a mensagem chegou
O tempo todo eu fingi olhar as horas,
E o tempo realmente importa, pois a resposta dela demora
Vai ver ela não quer te receber,
Ou talvez o desdenho não seja démodé
Mas vá lá garota... Olha!
É só dizer sim que estarei à sua porta
Eu não tenho muitos pretextos
E mesmo assim não tive dificuldades nesse texto
És inspiradora, não é segredo
Enfim, eu te desejo
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Presente
Eu sinto falta de algo,
E embora eu esteja de estômago vazio,
Não é de comida,
É abstrato
Enquanto a cidade cada vez mais tem gritado
Não tem sido esse o meu estado
Eu não pretendi mudar
Até pra tentar orar eu fico calado
Eu não tenho uma ideia fixa, tenho pensado
Eu sinto falta de amigos e de antepassados
Eu sinto falta de gente, mas o problema é minha mente
Que teima em me manter afastado
Me afasto mesmo em meio a um monte de gente
Estou mesmo é descrente
Os amigos do passado não são os mesmos do presente
Não é saudosismo. É a mesma gente, só que diferente
O que deu em mim pra ser tão impaciente?
É como se eu soubesse que a morte tá bem ali na frente
Apresso desnecessariamente, às vezes até inconsequente
Julgo quase tudo como patético frequentemente
Eu sinto falta de algo...
Talvez seja da época em que eu trocava de dentes
E embora eu esteja de estômago vazio,
Não é de comida,
É abstrato
Enquanto a cidade cada vez mais tem gritado
Não tem sido esse o meu estado
Eu não pretendi mudar
Até pra tentar orar eu fico calado
Eu não tenho uma ideia fixa, tenho pensado
Eu sinto falta de amigos e de antepassados
Eu sinto falta de gente, mas o problema é minha mente
Que teima em me manter afastado
Me afasto mesmo em meio a um monte de gente
Estou mesmo é descrente
Os amigos do passado não são os mesmos do presente
Não é saudosismo. É a mesma gente, só que diferente
O que deu em mim pra ser tão impaciente?
É como se eu soubesse que a morte tá bem ali na frente
Apresso desnecessariamente, às vezes até inconsequente
Julgo quase tudo como patético frequentemente
Eu sinto falta de algo...
Talvez seja da época em que eu trocava de dentes
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Pretensão
Faz tanto tempo que não te vejo
Que sinto até medo
A cada dia que passa eu sinto mais sua falta
E essa falta está tão grande que só te ver não basta
Que sinto até medo
A cada dia que passa eu sinto mais sua falta
E essa falta está tão grande que só te ver não basta
sábado, 8 de setembro de 2012
Indefinido
Não é válido um amor que tenha prazo de validade,
Mesmo que este prazo seja indeterminado
Tendo isso, você me dirá que nunca amou
E eu saberei, mais uma vez, que ninguém sabe o que é amor
Mesmo que este prazo seja indeterminado
Tendo isso, você me dirá que nunca amou
E eu saberei, mais uma vez, que ninguém sabe o que é amor
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Chamada
Eu vou tentar te contar, descrever
O porquê da demora, tanto tempo sem te ver
Eu estive noutra viagem, eu procurava voltar
Eu caminhei muito, tive você como mira ao retornar
Eu fui omisso, mas foi pra proteger
Proteger algo que ainda nem existia
Eu quis você, mas à época eu não podia
Assim tive que esperar, com a sorte contar, pra enfim poder te chamar de minha
O porquê da demora, tanto tempo sem te ver
Eu estive noutra viagem, eu procurava voltar
Eu caminhei muito, tive você como mira ao retornar
Eu fui omisso, mas foi pra proteger
Proteger algo que ainda nem existia
Eu quis você, mas à época eu não podia
Assim tive que esperar, com a sorte contar, pra enfim poder te chamar de minha
sábado, 25 de agosto de 2012
Ranzinza
Senti vergonha hoje por relembrar de épocas passadas carregadas de ingenuidade
Potencialmente sentirei vergonha do presente no futuro...
Porém, meus anos mais felizes estão nesse passado de idiotices
Será que tenho sido estragado por adquirir percepção ou é coisa do tempo e relutar é em vão?
Potencialmente sentirei vergonha do presente no futuro...
Porém, meus anos mais felizes estão nesse passado de idiotices
Será que tenho sido estragado por adquirir percepção ou é coisa do tempo e relutar é em vão?
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Sol(idão)
Tenho saudades do seu sorriso
Eu acredito que ele era divino
Mesmo tendo o visto há mais de meia década,
Eu ainda sinto o seu brilho
Eu acredito que ele era divino
Mesmo tendo o visto há mais de meia década,
Eu ainda sinto o seu brilho
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Claro
Apesar de minhas mãos não estarem mais trêmulas
Eu não conseguia mirar
Eu tinha vários alvos,
Mas minha dificuldade era priorizar
A munição não iria durar muito tempo,
E logo ia anoitecer
Não era uma questão emocional,
Ia mais além, beirando algo existencial
Questionando o tempo, a longo prazo ou fracionado,
Cada novo segundo surgia mais pesado
Fazendo crescer aquele fardo, apesar de abstrato
Baseando-me em fatos, sonhos e possíveis fracassos
E olhando pro passado, parecia que seria perpétua aquela aflição
Mas nisso morava uma contradição
A aparência parecia se encerrar quando vinha a lembrança
De que antes de anoitecer eu deveria acabar com aquilo, querendo ou não
Essa era a teoria, mas bobeira minha...
Em achar que eu não podia errar
Afinal, eu não tinha só um tiro
E mesmo errando, eu ainda estaria vivo, e o melhor, munido
E por fim veio o crepúsculo e sua claridade limite
Trazendo resquícios da aflição, mas sendo balanceada com uma súbita calmaria
E ao fim do dia, eu havia acertado algo que imperceptivelmente estava há muito tempo na minha mira...
Ousaria dizer que aquilo era uma obra divina
Eu não conseguia mirar
Eu tinha vários alvos,
Mas minha dificuldade era priorizar
A munição não iria durar muito tempo,
E logo ia anoitecer
Não era uma questão emocional,
Ia mais além, beirando algo existencial
Questionando o tempo, a longo prazo ou fracionado,
Cada novo segundo surgia mais pesado
Fazendo crescer aquele fardo, apesar de abstrato
Baseando-me em fatos, sonhos e possíveis fracassos
E olhando pro passado, parecia que seria perpétua aquela aflição
Mas nisso morava uma contradição
A aparência parecia se encerrar quando vinha a lembrança
De que antes de anoitecer eu deveria acabar com aquilo, querendo ou não
Essa era a teoria, mas bobeira minha...
Em achar que eu não podia errar
Afinal, eu não tinha só um tiro
E mesmo errando, eu ainda estaria vivo, e o melhor, munido
E por fim veio o crepúsculo e sua claridade limite
Trazendo resquícios da aflição, mas sendo balanceada com uma súbita calmaria
E ao fim do dia, eu havia acertado algo que imperceptivelmente estava há muito tempo na minha mira...
Ousaria dizer que aquilo era uma obra divina
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Prática
Imagine se o tempo fosse algo material...
Imagine-o em forma humana, como um senhor,
Auto detentor, vigilante, zelando daqueles que cuidam bem dele
Ele seria uma espécie de deus... Um deus material, e claro, capital, normal
Agora pare de imaginar o tempo em carne e osso...
Mesmo sendo abstrato, não muda nada, na prática
Imagine-o em forma humana, como um senhor,
Auto detentor, vigilante, zelando daqueles que cuidam bem dele
Ele seria uma espécie de deus... Um deus material, e claro, capital, normal
Agora pare de imaginar o tempo em carne e osso...
Mesmo sendo abstrato, não muda nada, na prática
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Choro
(...) E aquilo ficou repetindo,
Como de uma torneira, os pingos
Mas após uma semana aquele castigo já havia partido
E ficou claro que o tempo cura qualquer martírio
Como de uma torneira, os pingos
Mas após uma semana aquele castigo já havia partido
E ficou claro que o tempo cura qualquer martírio
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Bom dia
Lembrando de velhos amanhãs
Parecendo ser as mesmas manhãs
Crente que amanhã não será diferente
Ontem eu também estava descrente
Tendo novas tardes
Querendo novidades
Usando o mesmo disfarce
Ciente do impasse, impaciente com a notoriedade
Noites no plural, insônia no singular
Conhecendo o potencial, insanidade particular
Rolo pra lá e pra cá, mas não dá...
Mais um dia sem acordar
Parecendo ser as mesmas manhãs
Crente que amanhã não será diferente
Ontem eu também estava descrente
Tendo novas tardes
Querendo novidades
Usando o mesmo disfarce
Ciente do impasse, impaciente com a notoriedade
Noites no plural, insônia no singular
Conhecendo o potencial, insanidade particular
Rolo pra lá e pra cá, mas não dá...
Mais um dia sem acordar
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