Apesar de minhas mãos não estarem mais trêmulas
Eu não conseguia mirar
Eu tinha vários alvos,
Mas minha dificuldade era priorizar
A munição não iria durar muito tempo,
E logo ia anoitecer
Não era uma questão emocional,
Ia mais além, beirando algo existencial
Questionando o tempo, a longo prazo ou fracionado,
Cada novo segundo surgia mais pesado
Fazendo crescer aquele fardo, apesar de abstrato
Baseando-me em fatos, sonhos e possíveis fracassos
E olhando pro passado, parecia que seria perpétua aquela aflição
Mas nisso morava uma contradição
A aparência parecia se encerrar quando vinha a lembrança
De que antes de anoitecer eu deveria acabar com aquilo, querendo ou não
Essa era a teoria, mas bobeira minha...
Em achar que eu não podia errar
Afinal, eu não tinha só um tiro
E mesmo errando, eu ainda estaria vivo, e o melhor, munido
E por fim veio o crepúsculo e sua claridade limite
Trazendo resquícios da aflição, mas sendo balanceada com uma súbita calmaria
E ao fim do dia, eu havia acertado algo que imperceptivelmente estava há muito tempo na minha mira...
Ousaria dizer que aquilo era uma obra divina
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
terça-feira, 27 de setembro de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Vivo, sem querer
Aguente firme - ela disse.
Talvez por isso a dor ainda insiste
Embora segurar minha mão fosse em vão,
Aquilo mantinha as batidas do meu coração
Talvez por isso a dor ainda insiste
Embora segurar minha mão fosse em vão,
Aquilo mantinha as batidas do meu coração
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Plantação cordial
Naquele momento ideal, temperatura anormal das mãos
Olhares apenas se cruzam, sem fixação
Há o flerte sem certeza da reciprocidade,
Com timidez e disfarce
Noutro momento, com menos impasse
Vão lembrar sobre quererem que o outro momento continuasse...
Eis a semente plantada num chão chamado coração
E é só regar que nasce a paixão
Olhares apenas se cruzam, sem fixação
Há o flerte sem certeza da reciprocidade,
Com timidez e disfarce
Noutro momento, com menos impasse
Vão lembrar sobre quererem que o outro momento continuasse...
Eis a semente plantada num chão chamado coração
E é só regar que nasce a paixão
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Condição
Se me der a sua, eu lhe dou minha mão
Se me der um abraço, eu também envolvo meus braços
Se me der um beijo, terás no meu, o meu desejo
Se me der essas coisas com paixão, eu lhe dou meu coração
Se me der um abraço, eu também envolvo meus braços
Se me der um beijo, terás no meu, o meu desejo
Se me der essas coisas com paixão, eu lhe dou meu coração
terça-feira, 17 de março de 2009
Gratidão
Se eu fosse bater as devidas palmas pra Deus,
Eu teria que fazer a vida inteira
Sendo novo, na velhice,
Na riqueza e na pobreza
Se eu fosse bater as devidas palmas pra Deus,
Eu já deveria ter começado há muito tempo,
Teria que fazê-lo desde que começasse a bater meu coração,
Eu perderia minhas mãos
Se eu fosse bater as devidas palmas pra Deus,
Eu não faria mais nada
Teria que aplaudir durante a noite e durante o dia,
Eu jamais dormiria
Se eu fosse bater as devidas palmas pra Deus,
Eu teria que pedir ajuda
Milhões de mãos unidas aplaudindo,
Embora Ele ouvindo, seria pouquíssimo
Agradeço a Deus pelos anos passados,
Pelos anos vindos,
Pelos pais e amigos
E por Ele, que me mantém sempre sorrindo
Eu teria que fazer a vida inteira
Sendo novo, na velhice,
Na riqueza e na pobreza
Se eu fosse bater as devidas palmas pra Deus,
Eu já deveria ter começado há muito tempo,
Teria que fazê-lo desde que começasse a bater meu coração,
Eu perderia minhas mãos
Se eu fosse bater as devidas palmas pra Deus,
Eu não faria mais nada
Teria que aplaudir durante a noite e durante o dia,
Eu jamais dormiria
Se eu fosse bater as devidas palmas pra Deus,
Eu teria que pedir ajuda
Milhões de mãos unidas aplaudindo,
Embora Ele ouvindo, seria pouquíssimo
Agradeço a Deus pelos anos passados,
Pelos anos vindos,
Pelos pais e amigos
E por Ele, que me mantém sempre sorrindo
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Ao som de Don't Look Back In Anger - Oasis.
O que há no blog em 17 de Março de 2008?
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O que há no blog em 17 de Março de 2008?
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Simetria

Estávamos num sofá
Numa massagem simétrica de pés
Eu nos dela e ela nos meus
Da massagem veio o carinho
Como se já não fosse
Do carinho veio os suspiros
Dos suspiros veio o frio
Chegou a hora
Ela tinha que ir embora
Sentou-se e olhou porta à fora
Segurei em sua mão, para que ela ficasse
Com se disso precisasse
Mas de pé ela já estava
Tornou a sentar-se
Das mãos ela tocou meu rosto
Já estava entendido
Que a simetria acima comentada
De pés e mãos trocadas, era apenas um disfarce
Mas havia quem já comentasse
Que havia reciprocidade dela para com ele
A história acaba no mesmo lugar
No sofá
Com beijos a trocar
Nesse fim de história marca o começa de outra
O fim é o começo
Simetria?
Avesso?
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