Ele havia ganhado o prêmio da loteria
E ele, que já estaria feliz só pagar as suas dívidas, superlativou a euforia
Mas o pior ele não previa
Num futuro, não muito distante, ele ficou mais endividado ainda
Clichê, qualquer um diria, mas adivinhe...
A esposa que o suportava na fadiga foi deixada, esquecida
A posterior saiu de cena sugando até o que ele não tinha
A primeira por vingança, a segunda por lucro, ambas riam
Os dois amigos foram ignorados, isso após o salário
Os advindos disso, é claro, eram comprados
Após a queda, restou as pernas
E a lembrança da covardia ao tentar resgatar os abandonados
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
360
Eu deito e fico acordado
Penso e tento entender o passado
Acho que tudo veio muito rápido,
Mas vivo questionando os atrasos
Deitado eu rolo, eu penso...
Eu penso em tentativas,
Em dinheiro, em heranças divididas,
Mas logo penso em dívidas
Não consigo dormir, não posso levantar
Já estou atrasado pensando que vou me atrasar
Ansiedade pelo que não conquistei
É verdade que precisei
E é assim, acordado querendo dormir
Que percebo que sempre serei insatisfeito
Sou humano, nem é defeito
Às vezes não quero, noutras quero... O travesseiro
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Banco
Eu estou em descrédito até com o meu caderno
Linhas em branco, dívida no banco
Mas honestamente, não é porque eu quero
É que no caso do banco eu fui viver, e no caso do caderno eu precisei me abster
Linhas em branco, dívida no banco
Mas honestamente, não é porque eu quero
É que no caso do banco eu fui viver, e no caso do caderno eu precisei me abster
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Desmereço
Eu procuro por algo que ainda desconheço
E pelo sofrimento presente, em qualquer achado terei apreço
Eu tento, mas não esqueço,
Pois depositei muito valor e agora pago um altíssimo preço
Ouso dizer que desmereço
Não sou tão bom assim, mas ainda me conheço
Balanceando, há mais benignidade nos meus feitos
E na minha procura, mesmo sem imediata cura, serei satisfeito
Creio!
E pelo sofrimento presente, em qualquer achado terei apreço
Eu tento, mas não esqueço,
Pois depositei muito valor e agora pago um altíssimo preço
Ouso dizer que desmereço
Não sou tão bom assim, mas ainda me conheço
Balanceando, há mais benignidade nos meus feitos
E na minha procura, mesmo sem imediata cura, serei satisfeito
Creio!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Otimismo
Daqui a pouco é 25
E eu ainda não paguei as minhas dívidas
Quando oro, simplesmente falo, não sinto
Perdoa-me, assim como tenho perdoado quem tem me ofendido
Dia após dia eu vivo
Vez ou outra eu tenho lucro, mas meu saldo é negativo
O pesadelo acontece enquanto estou acordado
A ironia é que eu não consigo me ver dormindo
Otimismo... Vai que tenha um refrão dançante
Otimismo... Vai que surja um cifrão brilhante
Eu retruco, só dormindo, eu já disse antes
Repetindo, repetindo, repetindo...
A primeira linha é pra ela
As cifras são pro banco
Três mil milhas, para o inferno
Mesmo no inverno, eles me veem sorrindo e queimando
O meu salário é a morte, está escrito
E sim, é nisso que eu acredito
Descrente por aqui somente ela, insisto
Eu só estou endividado e dividido
Otimismo... Vai que tenha um refrão dançante
Otimismo... Vai que surja um cifrão brilhante
Eu retruco, só dormindo, eu já disse antes
Repetindo, repetindo, repetindo...
E eu ainda não paguei as minhas dívidas
Quando oro, simplesmente falo, não sinto
Perdoa-me, assim como tenho perdoado quem tem me ofendido
Dia após dia eu vivo
Vez ou outra eu tenho lucro, mas meu saldo é negativo
O pesadelo acontece enquanto estou acordado
A ironia é que eu não consigo me ver dormindo
Otimismo... Vai que tenha um refrão dançante
Otimismo... Vai que surja um cifrão brilhante
Eu retruco, só dormindo, eu já disse antes
Repetindo, repetindo, repetindo...
A primeira linha é pra ela
As cifras são pro banco
Três mil milhas, para o inferno
Mesmo no inverno, eles me veem sorrindo e queimando
O meu salário é a morte, está escrito
E sim, é nisso que eu acredito
Descrente por aqui somente ela, insisto
Eu só estou endividado e dividido
Otimismo... Vai que tenha um refrão dançante
Otimismo... Vai que surja um cifrão brilhante
Eu retruco, só dormindo, eu já disse antes
Repetindo, repetindo, repetindo...
Letra de música.
sábado, 6 de agosto de 2011
Dívida recíproca
Era uma dívida recíproca,
Onde a cobrança era bem-vinda
E para o pagamento, não era necessário trabalho
Eles deviam, um ao outro, beijos e abraços
Onde a cobrança era bem-vinda
E para o pagamento, não era necessário trabalho
Eles deviam, um ao outro, beijos e abraços
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Seu jeito
Com medo dos próprios segredos,
Relativizando amor e desejo
Agindo por impulso e sem jeito
Ele se afastava de todos, pagando um alto preço
Relativizando amor e desejo
Agindo por impulso e sem jeito
Ele se afastava de todos, pagando um alto preço
sábado, 2 de abril de 2011
Juros afetivos negativos
Um ano e meio depois, aconteceu o pagamento,
Sendo que devedor e credor eram meros conhecidos
Não houve juros acrescidos e o credor nada ganhou com isso,
Além de perder um potencial amigo...
Sendo que devedor e credor eram meros conhecidos
Não houve juros acrescidos e o credor nada ganhou com isso,
Além de perder um potencial amigo...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Endividado
Eu lhe devo tanta coisa, inclusive uma canção
E as dívidas não são pelo que me destes, senão...
E embora eu lhe deva tanto, o pricipal eu já lhe dei
Minha mente e coração, eu não menti quando falei
E as dívidas não são pelo que me destes, senão...
E embora eu lhe deva tanto, o pricipal eu já lhe dei
Minha mente e coração, eu não menti quando falei
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Lama na alma
Adiou coisas atrasadas,
Sorriu quando falaram das dívidas
Esqueceu que tinha uma namorada
Trocou a noite pelo dia
Sorriu quando falaram das dívidas
Esqueceu que tinha uma namorada
Trocou a noite pelo dia
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Solidão que mata
A morte é certa, porém temida
Há algo do lado de lá? Ninguém adivinha
Só mesmo tendo-a como companhia,
Vão saber o que há, se há, depois da linha
Ando meio solitário, e a solidão me fascina
É com ela que temos os melhores e piores pensamentos
Já tive várias ideias maravilhosas,
Mas ultimamente a solidão só tem me causado tormento
Falo daquela solidão que se sente mesmo rodeado de pessoas
E assim convivo com queridos e queridas
Sinto-me mal, embora as companhias sejam boas
Sinto saudades e vontades, penso na vida e nas dívidas
Vem então a piora
Que é quando todos vão embora
E fico, da solidão, mais íntimo ainda
E chego ao ápice e imagino que a morte é bem-vinda
Há algo do lado de lá? Ninguém adivinha
Só mesmo tendo-a como companhia,
Vão saber o que há, se há, depois da linha
Ando meio solitário, e a solidão me fascina
É com ela que temos os melhores e piores pensamentos
Já tive várias ideias maravilhosas,
Mas ultimamente a solidão só tem me causado tormento
Falo daquela solidão que se sente mesmo rodeado de pessoas
E assim convivo com queridos e queridas
Sinto-me mal, embora as companhias sejam boas
Sinto saudades e vontades, penso na vida e nas dívidas
Vem então a piora
Que é quando todos vão embora
E fico, da solidão, mais íntimo ainda
E chego ao ápice e imagino que a morte é bem-vinda
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Resultado
A Maria me deve um beijo
(isso não e mais segredo)
Com a Ana eu corri os riscos mais altos,
Mas foi com a Joana que eu apostei o valor mais caro
Da Maria eu nada cobrarei
A Ana eu não mais verei
E a Joana no prejuízo eu fiquei
No fim das contas, um conto eu criei
(isso não e mais segredo)
Com a Ana eu corri os riscos mais altos,
Mas foi com a Joana que eu apostei o valor mais caro
Da Maria eu nada cobrarei
A Ana eu não mais verei
E a Joana no prejuízo eu fiquei
No fim das contas, um conto eu criei
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Dado viciado
Eu a exaltei tanto,
Que achava algumas coisas impossíveis
Na medida de certeza em relativizar
Coisas fáceis e difíceis
Ela exaltada, e eu duvidando, como sempre,
Sobre ela estar interessada
Correu o tempo e a dúvida duplicou
Sentindo-me constrangido, isso nos afetou
Dados não comprovariam nada,
Mas os lancei pra sorte
Pequei em momentos nobres, porém isso também é relativo
Pois não sei quem ter parcela maior de culpa e desperdício
Por fim, a noite findou
Deitei-me devendo e querendo cobrar
Levantei-me no dia seguinte com vontade em dobro
Querendo, ao menos encontrá-la para um breve consolo
Que achava algumas coisas impossíveis
Na medida de certeza em relativizar
Coisas fáceis e difíceis
Ela exaltada, e eu duvidando, como sempre,
Sobre ela estar interessada
Correu o tempo e a dúvida duplicou
Sentindo-me constrangido, isso nos afetou
Dados não comprovariam nada,
Mas os lancei pra sorte
Pequei em momentos nobres, porém isso também é relativo
Pois não sei quem ter parcela maior de culpa e desperdício
Por fim, a noite findou
Deitei-me devendo e querendo cobrar
Levantei-me no dia seguinte com vontade em dobro
Querendo, ao menos encontrá-la para um breve consolo
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Castigo
Porque eu fico pensando se aquilo não tivesse acontecido?
Porque não esquecer, ou tentar refazer?
Sem saber o porquê dos motivos
Os ses são meu castigo
Às vezes até choro
Admito. É castigo
Sinto falta daquilo
Às vezes peco num delírio
O que me mãe acharia?
Ninguém acha nada
As músicas repetem e repetem
Os problemas também
Então eu choro
Acordo pro próximo dia
Pensando em como seria
Se eu não tivesse me lançado ao precipício
Vêm as coisas triviais
Passam os dias demais
E eu fico esperando te rever
Como seria se...?
Amigos é bom tê-los
Fazem-me esquecer das dívidas peculiares
Fazê-los rir, me faz bem
Creio que os ajudo com os problemas também
Mas até quando lembrarei?
Das viagens, das idas e vindas
Da menina mais bonita
Da minha maior dívida, a covardia...
Porque não esquecer, ou tentar refazer?
Sem saber o porquê dos motivos
Os ses são meu castigo
Às vezes até choro
Admito. É castigo
Sinto falta daquilo
Às vezes peco num delírio
O que me mãe acharia?
Ninguém acha nada
As músicas repetem e repetem
Os problemas também
Então eu choro
Acordo pro próximo dia
Pensando em como seria
Se eu não tivesse me lançado ao precipício
Vêm as coisas triviais
Passam os dias demais
E eu fico esperando te rever
Como seria se...?
Amigos é bom tê-los
Fazem-me esquecer das dívidas peculiares
Fazê-los rir, me faz bem
Creio que os ajudo com os problemas também
Mas até quando lembrarei?
Das viagens, das idas e vindas
Da menina mais bonita
Da minha maior dívida, a covardia...
domingo, 20 de abril de 2008
Dívida
Mais cedo ou mais tarde
Encontraremos-nos
E fico na dúvida
Sobre o que sentiremos
Se vamos ter algo a cobrar
Ou se algo nós devemos
Não sei dizer
Sem antes te ver
Talvez, se haja dívida,
Esta aumente com juros
Ou prescreva
Eu nunca terei certeza
Resumindo
Quando nos virmos não saberei discernir
Se eu sou credor ou devedor
Qual será a dívida a cumprir
---------------------------------------------------
Felicidades Caio Fábio
Encontraremos-nos
E fico na dúvida
Sobre o que sentiremos
Se vamos ter algo a cobrar
Ou se algo nós devemos
Não sei dizer
Sem antes te ver
Talvez, se haja dívida,
Esta aumente com juros

Ou prescreva
Eu nunca terei certeza
Resumindo
Quando nos virmos não saberei discernir
Se eu sou credor ou devedor
Qual será a dívida a cumprir
---------------------------------------------------
Felicidades Caio Fábio
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Balanço

O momento agora
É de recolhimento
Esqueço lá fora que corre o tempo.
Entro em mim mais do que estou e,
Em meio ao obscuro,
Procuro encontrar o que já não sou.
Dolorosamente,
Extrapolo os limites da solidão.
Infinitamente só,
Fecho-me para balanço,
Examino o meu saldo,
Pago minhas dívidas,
Aumento minhas dúvidas.
Das dores contabilizo os ganhos.
Dos ganhos expio as perdas.
A culpa eu guardo em segredo e me arrependo
Apenas dos excessos que não cometi.
Numa matemática insólita,
Perco-me tentando subtrair de mim
Algo que não pôde ser multiplicado e
Nem tão pouco dividido.
Nesse acerto de contas,
Concluo que tenho pagado com juros
O preço da minha insensatez.
É de recolhimento
Esqueço lá fora que corre o tempo.
Entro em mim mais do que estou e,
Em meio ao obscuro,
Procuro encontrar o que já não sou.
Dolorosamente,
Extrapolo os limites da solidão.
Infinitamente só,
Fecho-me para balanço,
Examino o meu saldo,
Pago minhas dívidas,
Aumento minhas dúvidas.
Das dores contabilizo os ganhos.
Dos ganhos expio as perdas.
A culpa eu guardo em segredo e me arrependo
Apenas dos excessos que não cometi.
Numa matemática insólita,
Perco-me tentando subtrair de mim
Algo que não pôde ser multiplicado e
Nem tão pouco dividido.
Nesse acerto de contas,
Concluo que tenho pagado com juros
O preço da minha insensatez.
Margareth - médica e tia da Anne*.
Eu estava no corredor quando a Anne passou.
Parou perto de mim e eu fui até ela.
Anne, a menina gente fina que estudou comigo no primeiro semestre da faculdade.
A chamei pra conversar e nas trocas de palavras ela me mostrou essa poesia. Gostei muito e não resisti, pedi...
Ela sem hesitar me deu e aqui está!
Espero que, assim como eu, você tenha gostado.
Anne, obrigado!
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