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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ambivalente

Ida e volta
Começo e recomeço
Erro ou acerto
Coragem ou medo

Plano ou devaneio
Aberto ou segredo
Honesto ou trapaceiro
Atento ou bocejo

Ferido ou ileso
Feito ou defeito
Insaciáveis desejos
Eu, por mim mesmo

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sim

É uma soma onde se diminui
Diminui-se para o crescimento
Dois se tornam um

É para agradar
E não para se agradar
E assim sendo, recíproco será

sábado, 30 de março de 2013

Agridoce

Talvez seja difícil encontrar
(Mas só saberei se eu buscar)
Uma companhia como a sua,
Realmente, haja rua...

Superestimo, sinto
Mas é fato, acredito
Uma companhia como a sua
Realmente, ainda nua...

Até mais de uma vez, talvez
(Mas só saberei se eu exercitar a avidez)
Uma companhia como a sua,
Realmente, deve haver alguém que assim atua

Subestimo, pois duvido
Outro fato, contradigo
Uma companhia como a sua...
Realmente, a vida continua

Agora digo, ouso, repito, minto, iludido
Qualquer coisa que me sirva de alívio
Numa hora o seu bem, noutro seu martírio
Realmente, é confuso, admito

sábado, 19 de janeiro de 2013

Culatra

Durante o discurso subiu ao palanque outro indivíduo e tentou disparar um tiro contra um líder político
E aquele povo tolerante que assistia, subitamente atacou o homem,
Deixando claro que não toleravam o homicídio
Porém, o atirador teve o fim que para o discursante era pretendido

Inspirado nessa notícia (vídeo).

sábado, 15 de setembro de 2012

Desprezível

Eu tentei repetidas vezes e não obtive êxito
Eu desempoeirei poeira, eu sequei gelo
Eu fiz besteira...
Quando dependia e fazia assim mesmo

Éramos dois pra sermos uno
E sempre foi na verdade algo dúbio
Infelizmente eu perdi muito tempo com tentativas, teimosia
Por fim concluo que foi tudo inútil

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Loja de conveniência

Com a convivência se aprende
Com a convivência se arrepende
Com a convivência se enlouquece
Com a convivência se esquece

Com a convivência se assola
Com a convivência se se consola
Com a convivência se adapta
Com a convivência se aparta

Com a convivência se diverte
Com a convivência se entristece
Com a convivência se machuca
Com a convivência se cura

Conviver é inevitável e vital, fato
Mas às vezes ela proporciona maus tratos
Conviva e vá às compras quando as parcerias lhe causarem angústia
Esqueça, se iluda, encha seu ego que logo ele murcha

Concorde

Me irrito quando leio "se concordar compartilhe". Se concordar compartilhe.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Santa quantidade

Na esquina seguinte instalaram mais uma igreja
E inevitavelmente disseram: mais um comércio
Mas o que leva as pessoas a tratarem com descrédito?
A quantidade ou a (des)honestidade?

Eu não me refiro ao número de templos,
Mas ao número de nomes e de donos
Se dizem que há um só Deus e uma só bíblia
Por qual motivo mantêm as igrejas desunidas?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Prazo

Em nenhum momento foi reprovado o ato do sexo. Consentiam ser algo genético... Mas criaram divergências das próprias opiniões antes e após o adultério, dizendo no segundo caso quão bela é a vida, nesse mundo onde há tanta gente estéril. Enquanto o lado anterior só dizia e repetia os pontos maléficos de fazer fruto de algo que nem levavam a sério, e eram incisivos ao tacharem isso como um erro a prazo, causado pelo incrível período fértil.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Repetido

Eu digo, repito e até contradigo
Eu escrevo, risco, acerto, erro, insisto...
E nessa metamorfose literária eu vivo
Se verdade ou mentira, só me preocupo se me inspiro

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Desperdício

Eu não importo com os meus sentidos
Pois sem serem correspondidos, não há sentido tê-los
Então faria sentido
Se eu dissesse que não sentiria por perdê-los

Pra começar, eu perderia o meu paladar pra te beijar
E ainda falando da boca, eu perderia minha voz pra ouvir a sua...
E pra resumir e finalizar, eu daria tudo pra você me amar
Eu sei que contradigo raciocínios, mas é na tentativa de explicar

São sentidos perdidos por sentimentos vãos
Amor não correspondido mata o coração,
Que mata os sentidos, cruel exercício...
E eu ainda estou vivo, pleno desperdício

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Embalo parado

Aproveito o embalo de que estou parado
Aproveito também a caneta e o papel e rascunhos eu faço,
Mesmo que eu não esteja inspirado

Vai que nesse embalo, ao embolar alguns papéis, saia algum agrado
E aproveito, por fim, de me certificar do contrário...
Sobre a inspiração, eu estava errado!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Itinerário etário

Eu sou uma contradição mental etária temporal
Criança e adulto em questão de segundos
Saber temperar esses dois lados não seria nada mal
Mas involuntariamente eu fico confuso

Eu tento, e repito a tentativa
Estou lento e aumento a velocidade instantaneamente
Eu sou cauteloso e falo palavras que geram feridas de súbito
Hora eu me acho maduro, noutra acho isso um absurdo

Confundiria até terceiros citar meus interesses
Agora esse, daqui a pouco aquele
Mas será que só eu sou assim? Pergunto
Pois percebo a humanidade sempre insatisfeita e fico inconcluso

Mas me atenho a questão de maturidade
Todos confundem minha idade
Tem o lado bom e o ruim, iludo
E assim, enfim, desconheço os caminhos, pra tomar um rumo

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Exemplo de ser humano

Eu peco, reincido, descuido, desperdiço,
Peço, prometo, desvaloro, escondo
Finjo, digo, quebro, firo,
Prendo, magoo, jogo... Eu aviso.

Perdoo, e perdoo, cuido, guardo
Dou, cumpro, valoro, assumo
Ajo, ouço, conserto, curo,
Prendo, cativo, guardo... Me machuco.

Eis o ser humano, que erra e acerta.
E essa ordem não interessa
Hoje é a primeira estrofe, amanhã a segunda,
E vice-versa

quarta-feira, 10 de março de 2010

1° pessoa do contraste

Eu me conserto momentaneamente
Com psicologia barata
Eu faço de espelho um filme bonito
E vejo a vida menos ingrata

Eu me sinto o rei do mundo
E ao mesmo tempo estrangeiro
Eu vejo em mim várias aptidões
E no momento seguinte as menosprezo por inteiro

Eu me emociono facilmente com uma música
Ontem eu sorria no refrão e hoje estou chorando em outra estrofe
Na semana passada eu amava televisão
E hoje eu estou me sentindo muito jovem

Eu sonho com o passado
E tenho pesadelos com o futuro
Eu peso o passado
Pra daqui em diante eu não pecar com absurdos

Há alguns dias eu não falava quase nada
Ultimamente eu tenho opinado muito
Hoje eu tive uma opinião mudada
Há muita coisa hoje que eu gosto e que antes eu não gostava

domingo, 11 de outubro de 2009

Como ser são nesse mundo?

Se eu fosse desprezar todos os pedidos,
Eu seria o maior solitário da cidade
Se eu fosse ajudar todos que necessitam,
Eu multiplicaria minhas necessidades

Se eu omitisse todos os meus erros,
Eu seria o maior dos pecadores
Se eu expusesse todos os meus pecados,
Talvez eu fosse crucificado

Se eu dissesse tudo que viesse à cabeça,
Eu seria tido como louco
Se eu guardasse todos os meus pensamentos,
Aí sim, eu enlouqueceria

Se eu me entregasse a todas as paixões,
Eu teria que multiplicar a poligamia
Se eu não me entregasse a algumas delas,
Insano eu seria

Se eu quisesse todo dinheiro do mundo,
Eu seria um demente avarento
Se eu negasse com veemência o capitalismo,
Eu viveria no tormento

Se eu me atormentasse por falta de dinheiro,
Eu viveria quase sempre em tortura
Se eu me atormentasse por excesso do mesmo,
Me veriam como um socialista em loucura

Se eu vivesse dizendo verdades,
Eu não teria nenhum amigo
Se eu vivesse dizendo mentiras,
Eu teria uma multidão de inimigos

Se eu continuar a procurar contradições da vida,
Eu acharei milhares
E é impossível cessar essa procura,
No mundo há bilhares de diferentes olhares

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Alguém ou alguns

O contrário do contrário
É o certo
Contrariar o certo
É relativo

Acertar, requer uma mira
Mirar requer esforço
Esforçar pra acertar
E mesmo assim contrariar

Alguém agrada alguém ou alguns
Ninguém agrada ou contraria todo mundo
Mire pra acertar, independente do querer alheio
Sendo assim, fique a vontade pra seguir o meu conselho

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Felicidades
Gabi

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O paradoxo do nosso tempo

O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos.

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Temos mais comida, mas menos apaziguamento. Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.


Autor desconhecido

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Seja feita vossa vontade

Em vão Ele teria morrido*
Se realmente houvesse destino
Em vão Ele teria dito
Pra dizermos ao mundo desse ocorrido**

Eu não acredito, e mesmo que me convençam
Eu não quero acreditar
Predestinação e algo cruel
Ele faria alguém apenas pra vê-lo queimar?

Se predestinados fossemos
Em vão seria os mandamentos
É sabido que muitos perecerão,
Mas não e por conta disso que não devemos buscar o perdão

Sim, eu não quero acreditar
Não, eu sei que Ele é onisciente
Isso tudo é muito confuso e complicado
Entre crer ou descrer, eu deixo por conta do acaso

Já que contesto tanto o destino
Destino e acaso são meros contrários
Ou em algum caso eles podem ser aliados?
Ele não dá margem pra que folhas caiam sem que seja mandado

Por fim, só saberemos no fim
No fim da vida aqui
Se há destino ou há acaso,
Ou se eles moram ladeados


*Lucas 23:16
**Marcos 16:15

Grato a Flávia Matos
pela ajuda com o
título desse texto.