Que a esperança está perdida
Perdida está você
Em minha mente
Você, sempre presente
Sempre há resquícios de uma nova ousadia
De uma nova conquista
De uma nova partida
Nem sei como acontece
Vejo-me te procurando as pressas numa insólita vontade
De matar a distância
De matar a saudade
De matar a ânsia
Às vezes é tão trôpego os nossos quase encontros
Que já me acostumei a querer
Já me acostumei a sofrer
Fiz de hábito a vontade de te ter

Virou rotina
Os ensaios, das falas, do teatro
Sempre marcado, mas nunca apresentado
Virou guerrilha
Todas essas tentativas
Todas as verdades e mentiras
E nesse momento a minha mente está perdida!