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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ol(fato)

Eu usei muitas mentiras pra conseguir prazeres baratos
Omiti muitas verdade pra obter afetos caros
Falei em hora imprópria, 
Calei por ser fraco

A maioria das palavras proferidas foram definitivas
Mas nem sempre a palavra lançada é sem volta
Em algumas foram revertidas
Eu consegui, pouquíssimas

Não vou reclamar de nenhum sentido
Minha língua me trouxe muito mais benefícios
Os descréditos são poucos,
E os sentidos sempre jogam a culpa um no outro

Eu falei por que eu vi
Toquei pois era bonito
O beijo foi por conta do cheiro 
Vi porque havia ouvido

Só a língua inicia o diálogo
Embora a troca de olhares pode ir contra essa tese
Embora o cheiro possa ser sentido antes de ser visto
Mas pode haver tato sem diálogo

Na soma final, ninguém quer ser culpado
Todo mundo, após a conta, sai agraciado
Se mentira, verdade ou silenciado...
Só a língua pode dar o veredito, fato

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cofre

Foi como se cada palavra fosse uma moeda,
E minha mente o cofre
As palavras foram despejadas
E também embaralhadas

E ao fim dessa confusão,
Só me cabia contar...
Se de valor ou não, me interessava
Mas eu percebi que não era muito que me restava

Mas eu guardei cada palavra dita
Não precisa, não repita
Por mais que foram míseras, a cada palavra eu dei o devido valor
Em suma, você se desvalorizou

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Medida

Eu medi as palavras antes de dizer,
E conferi após proferir
Me disseram que elas poderiam ferir,
Mas o que eu posso ter certeza é que foram exatas cento e doze letras

sábado, 15 de outubro de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Palavras não ditas

É pra essas linhas que eu recorro quando me faltam palavras,
E após percorrer aqui por alguns instantes, as vejo sobrarem.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Valor

Apresse, aprecie, pois perece
Valore, eu aviso, acontece
Sente, seja sensato e sinta
Mente, mime e não minta

Fuja, mesmo que finja, da rotina
Fale, mesmo com fardo: querida
Ouça, mesmo que doa, doe
Atente, doe atenção, perdoe

terça-feira, 1 de março de 2011

Palavras e notas

Há dias em que precisamos dizer algo, mas não conseguimos
Nos faltam palavras ou nos faltam ouvintes
Nem sempre, mas na maioria das vezes, são momentos aflitos
E na exceção sorrimos...
E independentemente do que pensamos ou sentimos,
Uma música, por nós, fará isso

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Felicidades
Wéllia Cassia

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Percepção da confusão

Ela fala muito, sem organizar as palavras
Surgem coisas indevidas, malditas e atrapalhadas
Começa na primeira pessoa, depois em outra
E sabe-se que essa confusão da língua surge quando há confusão no coração

Se ela age assim, ninguém saberá o que é mentira
Talvez nem ela mesma perceba...
Que na sua potencialidade de falar de dor,
Ela realmente padece por conta de amor

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Engasgado

Estou sem palavras, com exceção dessas...

CAIXA ALTA

Cartas, fotografias e lembranças do tipo,
No lugar mais alto da estante, guardo com carinho
É em uma caixa pequena, bege e desgastada
É o embrulho de um presente que ganhei de uma namorada

E essa última carta, veio com muita letra maiúscula
E o conteúdo não era nem de longe agradável
Porém o remetente era, e além disso eu a amava
O que fazer com essas palavras, como gritos, rabiscadas?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Assim ou assin

Eu só tenho prazer em relação a você
E quero que isso dure a vida inteira
Sem medos, segredos, sem perecer
Amém: que assim seja

Eu só quero você, não é difícil perceber
Desde a primeira que te vi, eu tive certeza
Venha, pra não entardecer
Amen: que assim seja

Amém ou amen: aném...
O que vale é a intenção
Que assim seja então...
Escrevo de coração

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Na dúvida sobre a forma correta de escrever, perguntei ao Sérgio Rodrigues, escritor da revista Veja sobre língua portuguesa, e eis a resposta:
Amém

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Se para

Esta dó
Do ar
Ar o mar
Mar a cana

Pó de ser
Ser é nata
Natali da de
Beber rica

Pá de céu
Cel é Bração
Braça de ira
Ira Cema

Cem a Iza
Iza bela
Bela dona
Dona'tiva

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Veja também:
+ Violino
+ Semana
Ambos da série Infantilidade Útil

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pessoas e palavras

Trato as pessoas como palavras, onde cada uma tem seu diferencial e significado
Todas elas tem motivo para estarem onde estão e algo pode ser esperado
As palavras eu uso e as pessoas eu cativo
Trato isso como um dom, jamais como serviço

Com tristeza ou alegria, palavras veem em inspiração
Na alegria, melhor com companhia, na tristeza pessoas servem pro alento
Faça um texto usando as palavras certas e ele ficará bom
Cative as pessoas e as reúna que certamente será um bom momento

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O português rico

Pernoite só nos lembra motel
Escrever concerteza me deixa com dúvida
Tenho preguiça de consultar o dicionário
Quando eu soube sobre meretriz, achei a palavra absurda

Alienígena só nos lembra extraterrestre
Usamos os porquês de modo diferente sem sabermos o porquê
O esporádico serve pra ele mesmo
Falar corretamente um dia pode ser démodé

Por mais que é inevitável repetir palavras
Usar uma ou outra diferente nunca é desperdício
O português é rico e nobre,
E generalizando, o brasileiro é pobre

domingo, 7 de junho de 2009

Neologista

Eu já quis fazer algo,
Continuando a fazer
Sem saber qual palavra usar,
Então eu inventei

Foi com um gerúndio infindo
Que surgiu gerundiar
E então gerundiando
Eu não quis parar

Continuei e encontrei
Skate com arte
E apenas coloquei um 'R' no meio
Criando skarte

Assistindo as olimpíadas
E vendo atletas com habilidades excepcionais
Criando o termo zoolimpíadas
Eu os comparei a animais

Criando vídeos através de músicas
Coloquei as letras para que quem quisesse, acompanhasse
BlogOKÊ foi o termo usado
Para dar nome a essas postagens

Usar neologismo pode convencer e fazer entender,
Mas também pode ser algo pra escarnecer
Brinco aqui com as palavras que criei, algumas vezes até sem querer
E convido-te a clicar nos links para melhor conhecer

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Felicidades
André Luiz (Beetle)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Rápidas

Contei-te
Até o que eu não sabia
Não sabia, no fim,
Quem era a vítima

Mente mudada
Planos quebrados
Pela covardia
Por amores incertos

Arrependido
Talvez, hoje, amando
Sonhando, com o que não fiz
Pensando nos segredos

Detalhes sutis
Que mudavam as batidas
Que te tiravam da linha
Que me fazia feliz

Na nossa vida
Temos o nosso segredo inconfessável
Temos arrependimentos, e o arrependido vos escreve
Temos o nosso sonho. Tivemos amor, e este mesmo esquecido, sempre pode ser aquecido

Sonhos são sonhos
Até virarem realidade
Planos são planos até serem concluídos
Depois disso, basta aproveitar

Eu não soube o fazer
Descrevo como desperdício
Aquilo que levou tanto tempo pra ser construído
E acabou com rápidas palavras