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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Percurso

Ele deu a vida,
O tempo, o intelecto...
E disse: vai, conquista!
Ordenou pra ser honesto

Ele iluminou o caminho
Jamais me deixou sozinho
Não houve nenhum ato de indiferença
Em cada momento, bom ou ruim, havia sua presença

Somos todos criaturas, mas poucos são os filhos
Eu demorei perceber a diferença
E nesse percurso, houveram vários empecilhos
Mas Ele dizia: a Minha graça te sustenta

Após uma derrota, podia até demorar,
Mas posteriormente eu entendia...
Aquilo era pra melhorar
Fazer grande não só a corrida, mas o conquistar

Hoje eu olho por cima do ombro e agradeço...
Agradeço a cada desejo negado,
A cada preço pagado, por cada centavo
Foi medido, pesado, caro...

Deus, meu Pai, obrigado!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Grado

Eu sei que por você que fui capacitado
Eu usei você como exemplo de disciplina
Eu sou ciente de todos os desgostos e gastos
Me desculpe por qualquer desleixo ou antipatia

Eu queria agradecer
Não você por você, eu não seria...


Dedicado a Deus e simultaneamente ao meu pai.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rebeldia

Se você não quer ter os mesmos hábitos e escolhas do seu pai, desapontá-lo é um bom sinal de que você está no caminho certo.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pai mãe

Ser pai e ser mãe, ambos num corpo
Quando um desses vai, o que fica assume o lugar do outro
Foi assim comigo...
Só que na condição de filho

Antes ele era mais o provedor e ela a educadora
Hoje, educados, restou a ele o controle
E como praquela não cabe outra, assim então
Esse assumiu o papel, e hoje veio ser mãe, deu sermão

Dedicado a Jerônimo S. Ferreira.
Feliz dia dos pais.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Anotações #1 (pai)

Hoje (14 de Janeiro de 2003) eu achei que seria um dia de cão, mas me enganei.

Segunda a Bíblia, quando pensamos que Deus está longe, é nesse momento que Ele está ao seu lado cheio de misericórdia.

Hoje, logo quando acordei, encarei uma forte luta, mas Deus me ajudou e fui vencedor.
Ganhei um troféu enorme. Ganhei conselhos de um pai que viveu bastante e tem muito exemplo pra dar, além de querer o melhor pra mim.

Conservador. Às vezes o julgo assim. Mas não fosse isso, talvez hoje ou posteriormente eu não sei o que seria de mim... Talvez eu me trasnformasse em um marginal.

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Felicidades
Pai

sexta-feira, 12 de março de 2010

Julgamento caseiro

Levando em conta a igualdade,
Os piores juízes são os pais,
Pois antes de qualquer coisa
Eles não conseguem ser impessoais

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Inclusive

Eu devia respeitar mais,
Inclusive meu pai
Eu devia deixar algumas coisas pra trás
Inclusive a nostalgia em seu lugar

Eu devia ser mais honesto,
Inclusive com a minha vida
Eu devia levar as coisas mais a sério
Inclusive a poesia

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Felicidades
Alfredo, Caroline, Denise e Lorena

domingo, 10 de janeiro de 2010

Paimal

Eu não sei se ele liga pra afeto ou carinho
Duvido do seu carisma e do seu terno fino
Ouso pensar que ele trata filhos apenas como obrigação
E que se algum deles partisse, ele pensaria em economia

Crueldade pra desabafar
Ontem o dia foi bom, mas logo essa euforia vai acabar
Ouso pensar que ele quer seu filho fazendo algo,
Mesmo que não haja nada pra fazer, pois isso pra ele é prazer

Ainda bem que isso passa
Acredite, com um presentinho ele o agrada
E pra não se frustrar o tempo todo, o filho irá ignorá-lo mais
Assim ele se desprende totalmente dos pais

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Felicidades
Jordana, Vasconcelos e Lorena

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ele


'Ele'
01:56 min.
Criação: Tyago de Paula
Dedicado a Jerônimo Santos Ferreira
27/07/2009



Felicidades


Clique aqui para ler
o texto do vídeo.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quando as letras correm (parte 2)


Falta do que fazer
Carência a porta
Algo pra você ler
Dos três prefiro o terceiro

Até meu pai diz que gosto de entreter
Já um dos meus irmãos ri de mim
Como o resto dos que conheço,
E quem sabe até dos que desconheço

A exceção é meu pai
Melhor assim, pois o peso dele vale por muitos
Não que ele consiga ver utilidade na futilidade,
Mas ele que me acha útil, depois fútil

Mesmo sendo otimista é ruim
E embora tudo ocorra em desfavor,
E até eu mesmo duvide
Creio que vou sorrir no fim!

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Felicidades
Carine

domingo, 5 de abril de 2009

Quando as letras correm


Sem imaginar antecipadamente,
A graça não é a mesma
Assim acontece quando bate a inspiração
Imaginamos, fazemos e vamos sorrir

Eu fiz uma ótima foto,
Você lá estática sempre sorrindo
E naquele último vídeo
Eu brinco feito criança com um menino


Eu posso ficar horas escrevendo
Se eu gostar ou não,
Se eu sorrir ou não
Só o final dirá

Eu posso ficar dias pensando em você
Se vai ser bom ou ruim
Se vou ou não sorrir
Só saberei quando você vir

Não que esteja inspirado agora
Apenas mando as letras irem embora
E elas saem correndo pelo papel
Vai ver é falta do que fazer...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Olhos vermelhos

Lúcio era um homem comum, com mulher e filho, classe baixa, renda no patamar dos milhões.
O destino ceifa a vida de sua esposa, o deixando com a companhia de Josué. Um menino novo e cheio de curiosidades, com muito para aprender.
O apaixonado homem blasfema e se entristece fortemente, com a insônia o perturbando, o filho o questionando, as respostas escapando, e só aumentava a dor por lá. Lá, na alma, no peito, nos sentidos e sentimentos, na saudade e na carência de alento.
Virou costume saídas no meio da noite, pra pensar, ou pra para de pensar, e o deixava o filho sozinho. - "Ainda bem que é pequenino, mas mais difícil será para criar". - pensava o homem.

Em uma dessas andanças noturnas, o homem encontra outro. Olhos vermelhos, roupas sujas, barba grande e a rua como casa, ou vice-versa. Isso chamou a atenção do primeiro homem, o pai do menino, que foi falar com o mendigo, pois o mesmo o chamou.



- Venha cá seu moço, preciso de um favor.

- Diga-me, o que posso fazer pelo senhor?

- O meu desejo e simples. Quero que fique com isso. - disse o velho João, mostrando uma espécie de copo bonito, que apesar de sujo, percebia-se que no objeto havia brilho.

- Mas por que o senhor quer que eu fique com isso.

- Pois essa desgraça já me fez muito mal.

Pensando ser apenas um copo qualquer, Lúcio imaginou que o velho se referia a alcoolismo ou algo do gênero.

Continuou o velho a resmungar:

- Há anos carrego isso. Já me deu algumas passageiras alegrias, mas no fim vejo que isso é uma maldição. Veja só como estou. Eu não era assim. Já tive de tudo que você imaginar, e sem dúvida isso é uma desgraça. Tome. Talvez você possa fazer bom uso. Coisa que eu não soube fazer.

O velho entregou a Lúcio o copo, que pegou sem entender e replicou:

- Mas por que o senhor disse que isso é uma maldição?

- O que você faz caminhando sozinho, às três da madrugada na rua?

- Nada! Mas o que isso tem haver com a pergunta que lhe fiz?

- Homem, eu creio que você está atribulado. Um homem jovem, que não me parece ter problemas mentais, não andaria por essas ruas, nessa hora, sem que houvesse algo que o perturbasse.
Este é um copo precioso. Ele faz um milagre, que ninguém acreditaria se contassem, por isso nunca o revelei. Ganhei de um velho, e agora lhe passo e peço-te cuidado com ele. Este copo, através de suas lágrimas, lhe dará riquezas. E como é um fato absurdo de ser contado, você não o fará e se tornará um egoísta da pior espécie. Cuidado homem, cuidado!

O velho João virou as costas e saiu.

Lúcio abriu um pequeno sorriso e pensou: "É... Vejo que há gente em pior estado que o meu nesse mundo!"
Continuou andando, até achar um banco de praça, onde se sentou. Ali mesmo, com sua camiseta, limpou o copo e olhando-o, o tempo foi passando, o Sol apontando e mostrando que era hora de ir embora. A tristeza era a mesma, e ainda ali, sentado, as lágrimas reapareceram. Como dito antes, distraído estava o homem, que deixando o copo no chão, este recebeu algumas de suas lágrimas. Enfim o Sol apareceu, o homem pegou o copo e ao levantar-se sentiu que havia algo no mesmo. Algo pequeno, brilhoso e bonito.
Ele, naquele momento não sabia, mas o que estava dentro do copo eram diamantes.
Ele pegou as pequenas pedras, colocou em seu bolso e foi pra casa. Já em casa, guardou as pedras e o copo em uma gaveta, incomodado com aquilo.
"- Como surgiram essas lindas pedras nesse copo velho? Parecem diamantes!" - Pensou o homem, e planejou levar as pedras para saber o que era aquilo.

Procurou um homem que entendesse do assunto e que também fosse de sua confiança. Lúcio encontrou o tal homem, que era especialista em pedras preciosas, que constatou que as pedras do copo eram diamantes.
De imediato Lúcio procurou vendê-las, e o fez. Com um bom dinheiro foi para casa não tão triste mais. Levou seu filho para passear, comprou presentes para o garoto que ficou tão feliz, mas não só pelo fato de estar ganhando presentes, mas por ver seu pai sorrindo novamente, depois de tanto tempo com aquele clima pesado em casa.

Entendera Lúcio o que o velho João, naquela noite, lhe dissera. Pensou por toda a semana nas palavras do mendigo e lembrou que o velho usou com ênfase as palavras: maldição e cuidado.
Meses se passaram e uma normal vida começou a surgiu naquela incompleta família. Lúcio, que apesar de ter ganhado um bom dinheiro com as pedras, ganhou toda a grana com fim de alegrar-se e também fazê-lo com seu filho. E como o homem não tinha tanto dinheiro anteriormente, fez questão de gastar rapidamente, aquele presente que o copo lhe deu.

Lúcio e seu filho Josué acostumaram, naquele pequeno tempo a estarem com os bolsos cheios, e com o fim do dinheiro, as coisas começaram a piorar. Lúcio lembrou-se novamente do velho e chorou. No copo, poucas lágrimas caíram, porém, pedras surgiram.
Lúcio as vendeu, e por mais um espaço de tempo alegrou-se. E assim foram correndo os dias, meses e até anos. Lúcio, como previra o velho, não contou a ninguém sobre o copo. Nem Josué sabia do objeto milagroso. Egoísta, porém cuidadoso, Lúcio sabia que se contasse a alguém, para que acreditasse, ele teria que provar. Coisa que ele não estava disposto a fazer.

Josué, já crescido, com seus 15 anos, percebe que seu pai não trabalha e assim como muita gente já fazia, começa, em sua mente, a questionar o porquê daquilo. Como seu pai tinha tanto dinheiro, sem nunca fazer nada para merecê-lo?
Porém o garoto tinha tudo que queria e quando queria. Questionar o pai poderia mudar algumas coisas. - "Melhor deixar como está." - pensou o rapaz.

O rapaz cresceu e como nós seres humanos somos ávidos de curiosidade já dava pra prever que algum dia Josué iria querer saber de onde vinha aquela riqueza.
E já com seus vinte e dois anos ele chega a sua casa e encontra seu pai chorando e resolve conversar com ele.

- Pai, está tudo bem com o senhor?

- Sim filho, eu estou bem sim!

- Mas por que esse choro então? Diga-me, vamos conversar.

- Filho, eu estou bem acredite. Esse choro não passa de uma mera sensação estranha que senti. Quem sabe um dia eu possa te contar sobre ela.

- Bem, se o senhor diz, vou crer. E quando quiser contar sobre a sensação é só falar. Estou por aqui...

E daquele começo de papo veio um meio, e o fim demorou a chegar. Conversaram muito tempo. Como velhos e bons amigos em um reencontro ele contou a seu pai várias coisas e seu pai da mesma forma. E naquele período onde eram amigos confessos o rapaz finalmente quis saber...

- Pai, conte-me uma coisa. Todo mundo diz coisas a seu respeito que sei não serem verdadeiras, porém há o motivo para falarem. É essa sua riqueza. Como o senhor a possuiu e como a mantém? Pois lembro que na minha infância não éramos ricos assim e de uma hora pra outra o senhor passou a dar de tudo pra mim. Conte-me pai, como isso aconteceu e acontece?

- Bem meu garoto, eu sabia que um dia esse dia chegaria. Há muito tempo, quando você ainda era criança, após a morte de sua mãe eu fiquei triste e desnorteado querendo morrer e costumava andar nas ruas pra ver o tempo passar e pra tentar pensar em alguma coisa que me motivasse a viver, e a única coisa que não fez com que eu deixasse de viver foi você. E certo dia andando encontrei-me com um velho que me deu um copo, e após fazer várias recomendações me contou que aquele era um copo milagroso que traria riquezas. Eu a princípio não acreditei até que por acaso aconteceu comigo. Chorando sentado em um banco de praça as lágrimas caíram no copo e eu vi diamantes brilharem lá dentro. E sobre aquela sensação estranha que lhe falei, ela não existe. Foi apenas um modo que achei pra não te dizer isso e tentar não mentir pra você. E sei que você agora deve estar achando que estou louco, porém aqui estão os diamantes, aqui está e é daqui, desse copo velho que provê nossas riquezas. - disse Lúcio, mostrando o copo para Josué, seu filho.

E o rapaz retrucou:

- É pai, eu realmente estou achando que o senhor está louco, mas essa história acrescida de ver-te chorando e esses diamantes nesse copo fazem minha curiosidade mais aguçada e me leva a crer, nem que seja por pouco nessa história. Seria possível que o senhor me provasse melhor?

- Como? Chorando? (risos)

- Sim. (risos)

- Pois bem... Já tenho várias artimanhas pra chorar, apesar de quase nenhuma delas estarem mais adiantando. Pegue pra mim uma faca e uma cebola.

Levantou rapidamente com um pequeno sorriso nos lábios e foi até a cozinha e voltou com o que seu pai pedira.

- Aqui estão pai...

- Obrigado. Agora veja. - disse Lúcio retirando os diamantes que já estavam no copo e os guardando e colocando o copo entre suas pernas. Começou a descascar a cebola...
Depois de descascar, apertá-la perto dos olhos, saíram algumas lágrimas e Lúcio rapidamente colocou o copo na direção em que as lágrimas cairiam. Enfim, as lágrimas caíram no copo e os dois viram que quando as lágrimas caiam já se tornavam diamantes. E apesar de seu pai já ter contado toda história do copo, Josué ficou surpreso e maravilhado com o acontecido. Naquele momento passou milhões de coisas pela sua mente.

- Pai, isso é incrível!

- E agora, crê?

- E como eu creio. - disse o garoto sorrindo.

Com o passar dos anos estava cada vez mais difícil chorar, pois chorar sabendo que aquilo era para ser alegre não era fácil nem para um bom ator, e as artimanhas usadas, como a da cebola, nem sempre estavam dando certo, pois o homem já havia chorado muito em sua vida. Mas após contar para seu filho, o homem viu nele uma nova fonte de riquezas, pois agora o rapaz poderia chorar pelos dois. Só que o homem percebeu que com aquela alegria seria difícil fazer o garoto chorar...

Mas o homem não percebera que aquele rapaz crescera rodeado de facilidades e agrados, e seria fácil fazê-lo fazer o que pretendiam, pois ninguém é satisfeito com o que tem, e o que o garoto iria querer perder o que já tinha.

Com o passar do tempo já choravam pai e menino, que depois sorrindo iam desfrutar cada vez mais das riquezas com tempo a passar.

Josué começou a investir e multiplicar mais o dinheiro que ganhavam. Seu pai lhe ensinara como ficar mais verde o caminho. Nunca satisfeitos, quando um não tinha tempo, o outro tentava chorar sozinho. Com mais frequência o menino, pois seu pai já estava velho, quase sem lágrimas e muitos compromissos.

Com o passar do tempo Josué tinha insônia por estar pensando em lucrar. O dinheiro o fazia louco, literalmente. Ficou um homem perturbado por conta do copo milagroso.

Lúcio já estava com bastante idade, porém ainda muito disposto a viver. Ele e o filho tinham os melhores médicos a disposição para cuidarem da saúde deles.

Lúcio, às vezes tentava, mas já não estava conseguindo chorar, para o milagre do copo acontecer, e deixou esse cargo inteiramente para Josué, que também já tinha certa dificuldade em chorar.

Com a idade na casa dos 40, Josué passou a ter muita dificuldade em chorar, pois chorou muito o rapaz ganancioso, e as artimanhas falhavam quase sempre.

Percebendo que a cota de lágrimas chegava ao fim, Josué ficava cada vez mais perturbado com aquilo e procurava incessantemente meios para poder fazê-lo, porém não encontrava.

O ditado de que tudo que vem fácil se desfaz da mesma forma eles, pai e filho, viam acontecer com seus bens. Lúcio com bastante idade não ligava tanto, porém Josué se desesperava cada vez mais e só tentava fazer acontecer o milagre do copo.
Talvez por modo de força ele não chorasse, mas era fato que ele parou com menos idade que seu de ver as pedras do copo surgirem.

Louco o bastante, Josué tem uma idéia despiedosa e cruel, e pretende realizá-la.
Com seus negócios quase todos falidos, e os que ainda não estavam, estavam falindo, pois os confiou as lágrimas, cada dia que se passava Josué queria antecipar a prática de sua idéia.

- Na semana que vem. Disso não pode passar. - pensou ele.

Planejou tudo cuidadosamente e não contou a ninguém, pois se tratava de algo que feria as leis e a moral de grande forma.

Veio a semana posterior, aquela que Josué planejara realizar sua idéia.

Fez com que seu velho pai saísse de casa, para o preparo.
E Lúcio saiu...

Preparou tudo, frio e cuidadosamente para que desse tudo certo.

Quando seu pai chegou viu...

Josué estava empunhando uma grande faca no braço direito, e tremia chorando.
Lúcio não viu o copo por perto, e achou estranho ver seu filho chorando e uma faca segurando, e quis saber o motivo.

- Está tudo bem com você meu filho? - questionou Lúcio.

Josué nada respondeu, e ficou estático até que seu pai se aproximasse dele. Ele foi até a porta por onde seu pai entrara em casa e a trancou. Seu pai repetia a pergunta que fizera quando chegara, porém Josué nada respondia. Até que foi andando na direção de seu pai, e este percebendo a aflição que seu filho, abriu os braços para abraçá-lo...

Ao chegar bem perto de seu pai, Josué levantou o braço direito e com um golpe certeiro enfiou a faca no coração de Lúcio. Não bastasse o golpe mortal, Josué repetiu o golpe em várias partes do peito de seu pai. Logo em seguida pegou, escondido em baixo de sofá, o copo milagroso, e chorou como nunca...

Lúcio se esquecera de precaver seu filho como fizera o velho João naquela noite onde ganhou o copo. Crescera Josué um menino ganancioso que posteriormente não soube ser cauteloso com seu dinheiro e emoções chegando a um nível bárbaro de loucura.
Matou seu pai em busca dos diamantes do copo...

Josué chorou e chorou, por um longo tempo. Alguns diamantes surgiram. Não muitos, por que apesar de ter chorado bastante, ele não fez questão de mirar tanto no copo. Ele percebera seu estado e chorava verdadeiramente naquele momento.
Levantou-se do chão ensanguentado, ciente do que fizera. Olhou para o corpo de seu pai e lembrou-se de toda a sua vida. Não parava de chorar...
O seu lado ganancioso pegou o copo no chão e como não era um copo tão grande, o colocou no bolso junto com alguns diamantes. Foi andando de costas, olhando para seu pai, até chegar à porta. Virou-se, abriu a porta e correu...

Correu e correu. Chorando, desesperado... Correu...
Vagou até chegar à outra cidade. Triste como nunca, estava Josué.
Batendo a fome, ele vendeu os diamantes que estavam em seu bolso, arrecadou um bom dinheiro que o sustentou por um tempo bom tempo enquanto ele andava sem rumo de cidade em cidade.

Josué não ligava mais para riquezas, porém não se desfazia do copo, pois anos e anos de ganância não iriam embora rapidamente.

Por fim, seu dinheiro acabou e sua lucidez aos poucos ia voltando.
Vivendo sem nada no meio das ruas, Josué ainda tinha suas insônias, mas no que pensava nas noites da rua, era sobre a vida que levara e aonde chegou. O que e dinheiro e a ganância fez com que ele fizesse.
E passava noites acordado vagando sem rumo, pensando e pensando.
Sem conseguir mais chorar, pois fizera demais ao longo de sua vida, Josué já velho sofria para conseguir comida. Fugitivo da lei e de sua consciência aquele homem refletia cada minuto de sua vida, porém sem muito que fazer, ficava como estava.

Dias correram e Josué conhece Túlio. Um menino de 11 anos que lhe dá atenção suficiente para conquistá-lo.
Constantemente Túlio visitava Josué que passou a considerá-lo um amigo, e vice-versa.
Encontravam-se na praça central da cidade, e logo a frente havia um supermercado, onde a família de Túlio fazia compras e tinham conta, bem ao estilo do interior, onde pegavam a mercadoria e o atendente anotava em um caderno.
Josué conhecendo esse artifício pede Túlio pra lhe arranjar comida, e Túlio cede. Com o passar do tempo Túlio diz que aquilo poderá trazer problemas para ele, pois ele estava comprando muito. Na necessidade de comer e com Túlio o ajudando, Josué vê alguém que pode saber do seu segredo.
Ao contar e provar para Túlio, Josué tinha naquele momento uma forma de troca. Diamantes nunca foram tão baratos como naqueles dias. Diamantes por comida.
O tempo passava e cada vez Túlio queria mais e Josué também. Para se precaver de encrencas, Túlio vendia, também por um preço irrisório os diamantes para pagar a comida que comprara, para que seu pai não pagasse o supermercado com o caderno cheio e posteriormente ele, Túlio, não se encrencasse.
Com o tempo passando, Josué, sem perceber, foi transformando Túlio em um rapaz ganancioso. Comida, roupas e tudo mais Túlio conseguia em troca de diamantes.
E quando Túlio queria, porém Josué não, o garoto o ameaçava dizendo que contaria o segredo caso não lhe desse mais diamantes. A maldição do copo reinava por onde ele passava.

Josué percebendo que vivia seus últimos anos, quem sabe dias, vê que não pode continuar daquele jeito e resolve tentar consertar sua vida, o que seria muito difícil. Apesar da ganância de Túlio, que o ajudara bastante, Josué resolve dar o copo, no fim, para ele.

Igreja, polícia... Aonde ir para consertar sua vida? Assim pensava o velho, e o fez. Foi a uma igreja confessou e pediu perdão por seus pecados a Deus, depois foi até uma delegacia e contou tudo que fizera para um delegado, que achou aquilo tudo muito estranho, e resolveu não prender o velho homem por 'n' motivos. Primeiro por achar ele e o que contara muita loucura, e também por ser um velho em seus últimos dias.

Feito isso Josué despediu-se de Túlio e lhe deu o copo.
Assim como Lúcio, seu pai fizera, Josué fez com o garoto Túlio. Não o precaveu dos males que o copo traria caso ele não tomasse os devidos cuidados.

Josué saiu da cidade e nunca mais foi visto.

Túlio passou a possuir o copo milagroso (...) .




Inspirado em trecho do filme O Caçador de Pipas

Imagem: André Luiz Poyer

sábado, 21 de março de 2009

21 anos

Entrando

Lucas e Rafa

Rafa e Ingrid

Amanda, Marina, Raíssa e Heber

Lina, Naara e Flávia

Naara

Pai...

Com mais sorriso e mais luz

Obrigado Amanda e Flávia

17/03/2009
Para lembrar!



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Felicidades
Tinho

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Se as coisas fossem mães / Série Infantilidade Útil


Se a Lua fosse mãe, seria das estrelas,
o céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos,
o mar seria um jardim e os barcos seus caminhos. [...]

Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes,
pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria mãe da alegria,
toda mãe é um pouco fada... Nossa mãe fada seria.

Se uma bruxa fosse mãe, seria mãe gozada:
Seria a mãe das vassouras, da Família Vassourada!
Se a chaleira fosse mãe, seria mãe da água fervida,
faria chá e remédio para as doenças da vida. [...]

Cada mãe é diferente: mãe verdadeira, ou postiça,
mãe vovó e mãe titia, Maria, Filó, Francisca,
Gertrudes, Malvina, Alice, toda mãe é como eu disse.

Dona mamãe ralha e beija,
erra, acerta, arruma a mesa,
cozinha, escreve, trabalha fora,
ri, esquece, lembra e chora,
traz remédio e sobremesa...
Tem até pai que é "tipo mãe"...
esse, então, é uma beleza!


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Se as coisas fossem mães, de Sylvia Orthof, retirado do livro Língua Portuguesa 1º Série de Cláudia Miranda, Angélica Carvalho Lopes e Vera Lúcia Rodrigues.

Série Infantilidade Útil. Espaço criado com finalidade de trazer poesias dos livros escolares infantis ao blog para aprazível lembrança de tempos passados.



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Felicidades
Vanessa

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O que há no blog em 17 de Dezembro de 2007?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Princípio do fim, para outro princípio


E vai valer
Se o que eu disser contradizer
O que eles dizem,
O que eles mostram?

Quem vai querer
Querer ouvir e saber?
Olham para o semáforo, olham para o relógio
Esquecem do amor ao próximo

Edifícios altos e corações de pedra
Ainda há quem nega
E faz publicidade bonita e rica
Com presa, com pressa

Voraz é o que é!
Capital, concorrente
Amor ausente
Sono também

E a tendência
É cada vez mais petrificar
O que serão das próximas gerações?
O que serão das próximas eleições?

Os filhos têm medo do pai
Este que só fala alto
O menino será assim
E chateado, o pai já estará no fim

É meu amigo,
É o principio daquilo
Que todos leram
Poucos creram

Nessa Terra tempestuosa,
Não sabemos aonde haveremos de chegar
Mas sabe-se que uma tempestade
Só vem pra sanar

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Não rio


Escorreram os pensamentos
Viraram um rio
Que sem curso
Me levaram ao indevido

Enquanto eu pensava
Ele crescia, não se desviava
Teimava em correr
Do barco eu queria descer

Desocupado
Disse meu pai
Início do rio
Uma manhã atrás

Amigo da noite
Irmão da insônia
Desocupado sim
Eu vejo o mal em mim

Largue-me rio
Faça o barco virar
Acalme a corrente
Traga o riso ausente

No fim do rio
Mostre-me a paz
Com um dia, já que a noite passou,
Sono, letras e um ponto final.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Retardado


Voa menininho
Vai com o tempo
Mostre seu talento
Já que seu pai não quer o ver

Seja esse herói
Que há dentro de você
Seja a ousadia
Que nos filmes você vê

Vai menininho
Não perca tempo
Tem outras crianças morrendo
Você as precisa salvar

Eu que queria crescer
Hoje vejo meu passado
Meu momento retardado
E o inevitável acontecer

Responsabilidades de menino
Sonhar e fazer xixi
Quem me dera num mundo
Outro mundo que fosse assim

Eu agora quero decrescer
Voltar pra sonhar
Ser um juiz
Coisas que o menino sempre diz

Sem ao menos saber o que é
Eu nem sabia o que era julgar
Assim era melhor
Minha mãe fazia por mim

Quando menino
Sabemos que vamos morrer
Mesmo assim
Não ligamos

Quando grandes
O saber continua
Mas há algo
Que me intriga e preocupa

É que ao invés de agirmos como crianças,
Sem ligar, sem ter a lembrança,
Preocupamo-nos com a vida
E a temos muitas vezes desperdiçada

Porque correr menos pra brincar,
Porque correr mais pra lucrar,
Porque fazer cara feia,
Se já sabemos o final?

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Felicidades Bruno Danilo

terça-feira, 6 de maio de 2008

Fico rindo

Se o meu sorriso fosse circo
Ele não seria colorido
Meu sorriso é branco,
Às vezes amarelo

Se a minha vida fosse um circo
Os palhaços morariam no meu umbigo
Onde entrou meu alimento antes de eu ser menino
Onde foi feita a base pra eu ser quem sou

Se o meu pai fosse um circo
Os palhaços ficariam indecisos
Sobre os sorrisos da platéia
Sobre o peso dos trapezistas

Se o meu quarto fosse circo
No show tocaria o melhor disco
O picadeiro seria uma mesa
E a atração principal seria um papel com um bocado de riscos

Se hoje eu fosse a um circo
Não haveria desperdício
Riria como nunca
Pra fazer de lá um alívio

Minha vida tem sido um círculo
Não vejo aonde chegar
Então me imagino sentando num banco
E fico rindo desse lugar