Eu não era o único nesse mundo
E apesar dos pesares, não me sentia inseguro
Naquele momento era somente eu, deitado no banco duro
Esperando o amanhecer futuro
E eu sei que aqueles garotos também não serão os últimos
Apesar de sabermos, nos surpreendemos com tanta desgraça nesse mundo
Eu não tive tempo de entender o porquê daquilo tudo
Mas acredito que eu nunca entenderia esses absurdos
Eu havia ido ali pra revindicar direitos
Era uma noite tranquila, nada suspeito
Cinco eram o número dos que disseram que queriam me dar um susto
A noite era fria, mas meu fim foi quente, rumo ao sepulcro
Eu não sou um ser de banda de música, um João fictício
Eu era um índio, Jesus dos Santos, Galdino
Eu fui queimado, por delinquentes, vivo
No centro de Brasília, Praça do Compromisso
Em 20 de Abril de 1997, Galdino Jesus dos Santos foi morto queimado, por cinco jovens brasilienses, em um ponto de ônibus próximo a Esplanada dos Ministério. Veja o desfecho aqui.
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quinta-feira, 20 de abril de 2017
sábado, 20 de julho de 2013
Provocação
Ela me chama e se esconde
Ela em chamas, se apaga
Eu a procuro, mas não acho
Eu a procuro mais, claro
Ela em chamas, se apaga
Eu a procuro, mas não acho
Eu a procuro mais, claro
sábado, 25 de agosto de 2012
Queimando
Não sei dizer se há descrédito
Não sei o que responder quando perguntam
Por conveniência às vezes nego
Qual seria o preço?
Quantas seriam as preces?
Quantas seriam as preces?
Qual cede? Qual merece?
Imaginando absurdos, haveria procura?
O mundo inteiro queimando, um fim inevitável...
Da minha parte sim, seria ótimo ver você perto de mim (queimando)
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