sexta-feira, 23 de março de 2012

Opinião, religião e bom proveito do seu mural

O Facebook veio e com ele todo o tipo de gente. É preciso saber filtrar as informações, usá-lo de modo proveitoso, pesquisar antes de divulgar (pois é muita coisa infundada) e acima de tudo, ter uma vida social. Vejo com frequência pessoas publicando uma opinião (que talvez nem seja pessoal, e sim fruto de uma rebeldia estúpida) que contradiz a maioria dos costumes ou crenças dos demais usuários e acaba gerando uma guerrinha besta com argumentos tão pobres que nos leva a rir (até parece séria, porém potencialmente rebelde e/ou infundada).

Falemos inicialmente das questão indiscutivelmente imorais nas publicações ferindo a dignidade de outros em dizeres com conteúdo racista ou vexatório para alguém com alguma deficiência física ou mental. Isso nem é preciso prolongar, pois é nítido que pessoas que usam a rede para vilipendiar outras, realmente não merecem respeito ou consideração nem pra serem retrucados. Ignore.

Agora, tratando de credos, aí sim a coisa fica complexa e cansativa. E muita gente e é muita religião. Tem aqueles que a priori já dizem que religião é como time de futebol, cada um com a sua, mas agem como se houvesse acabado mais uma rodada do campeonato e debatem, e há outros, como é o meu caso, que nem ousam ler o texto após o título infame e simplesmente ignoram publicações que vão contra as próprias crenças. Mas chega um momento que é preciso se pronunciar, como agora faço, pra tentar ajudar, isso mesmo, ajudar aqueles que usam suas línguas (ou dedos, nesse caso) munidas de falta de informação e uma vaidade atípica por querer mostrar rebeldia contra pessoas e seus credos. Tudo bem ser ateu. Tudo bem ser de uma ou outra religião. Você pode declarar isso numa boa, mas não desrespeite ninguém ou nenhuma divindade em que pessoas de bem creem e tem suas vidas regidas por isso. Exemplificando, é péssimo ver o evangélico maldizer do espírita, assim como é ruim ouvir o católico maldizer o crente e é chato ter o ateu criticando todos estes de modo vexatório. Creia ou não creia, mas entenda que isso tudo é uma questão pessoal, e não é com falta de respeito à Deus, Jesus, Alan Cardec ou Buda (...) que você irá trazer aquele que acredita em algo divergente para o seu lado. O bom debate, mesmo que não haja nenhum vencido, sempre é produtivo.

Não seja mais um tolo da rede que após fazer esse tipo de publicação será, por um longo tempo, malvisto. Digo isso, pois já presenciei pessoas comentando e reprovando sobre determinada pessoa e suas publicações idiotas. Dá pena.

Creia ou não creia, mas perceba. Essa é uma opinião sua, não alheia. Entenda isso.
Desculpem-me por alguns adjetivos ríspidos, mas foi necessário usá-los para demonstrar o que se torna tal pessoa que publica algo supra citado. Espero ter te ajudado. E caso você compartilha de pensamento similar ao meu em relação a isso, obrigado.

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