Eu não posso te ver,
Pois se te vejo é desejo
Eu não posso te ver,
Pois te ver é querer, é confuso
Sem saber exatamente o quê, apenas que vem de você
Eu não posso te ver,
Pois te ver me machuca
E eu não me curo facilmente
Já se passaram vinte e quatro luas
E persisto nessa luta, sem saber se consciente ou inconsciente
Eu não posso te ver,
Pois ver você me cega
Ignoro o mundo, fujo,
Pois te tenho como Sol
Clara, vívida, linda... (...)
Eu não posso te ver,
Pois ao te ver eu me engano
Troco todos os planos
E me iludo facilmente
A minha mente mente
Eu não posso te ver, concluo
Ver e deixar de ver é cruel, é árduo
Não é nenhum absurdo,
Mas devo dizer:
Eu não posso te ver, eu preciso!
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